A candidatura ao governo do Estado do vereador por Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (PSDB), passou por uma série de entendimentos no “ninho tucano” antes de se viabilizar.
Ao comprar a ideia – o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB) – optou por uma estratégia para ter alguém que defenda o seu governo dentro do guia eleitoral, já que deve ser alvo de críticas de todos os lados.
Além disto, garante um palanque para o presidenciável Aécio Neves (PSDB). A esta altura do campeonato é o que se pode esperar.
Claro que não há expectativas de uma vitória no processo eleitoral dentro do “ninho tucano”. Júlio Cézar parte para uma missão partidária. Se alcançar mais que isto será surpresa inclusive “em casa”.
O PSDB ainda terá os desafios para indicar um novo vice, já que – como antecipou o Blog do Davi Soares – o deputado estadual Gilvan Barros (PSDB), que era o vice de Eduardo Tavares (quanto este era o candidato tucano), não tem mais o interesse na disputa.
O interessante é que para lançar Júlio Cézar, o governador buscou apaziguar uma briga paroquial entre o vereador tucano e o prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro (PSDB), além do deputado estadual Edival Gaia (PSDB).
A briga em Palmeira dos Índios é pelo ano de 2016. James Ribeiro quer construir seu sucessor em conjunto com os Gaia. Júlio Cézar busca o apoio do ninho tucano para disputar o Executivo municipal. Assumir esta missão partidária de agora pode render lucros futuros ao edil: ter o governador como bombeiro em uma questão local e pavimentar planos futuros.
Por esta razão, Júlio Cézar assume a missão de bom grado. Terá ao seu lado uma estrutura mínima para a disputa. Inclusive, o PSDB já trabalhava o conceito de campanha antes mesmo do convite ter sido aceito. Vale lembrar que – assim como frisou o blogueiro Davi Soares – o vereador tucano já chegou a apoiar o senador Benedito de Lira (PP), que concorre ao governo do Estado.
E a base do PSDB? Nesta altura do campeonato, cada um por si...
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