Apenas dois deputados, Flávia Cavalcante (PMDB) e Judson Cabral (PT), estiveram presentes no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) no horário regimental (15h15), nesta quarta-feira (06). Como já era esperado, um dia após o retorno do recesso, não houve sessão devido à falta de quórum.

Em entrevista ao CadaMinuto, o vice-presidente da Casa, Antonio Albuquerque (PRTB), disse que pretende sugerir ao seus pares que, até as eleições de outubro, as sessões ordinárias ocorram às terças-feiras. “Estamos em plena campanha eleitoral, mas posso garantir que se o parlamento se reunir uma vez por semana, todas as matérias em tramitação serão apreciadas em um esforço concentrado e não haverá prejuízo às demandas”, afirmou.

Para ele, a ausência dos deputados é um reflexo da falta de sintonia do presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), com o parlamento. “A situação da Assembleia é lamentável. Vimos um retorno marcado pelo desprezo absoluto. Não há relação de respeito e a Mesa Diretora não funciona”.

Em relação ao atraso no pagamento dos vencimentos dos parlamentares e no repasse aos planos de saúde dos servidores, denunciados em plenário na sessão de ontem (05), Albuquerque disse que hoje o quadro permanecia o mesmo: “Não recebemos nem salários nem notícias”.

O presidente da Associação dos Servidores da ALE (Assala), Eduardo Fernandes, confirmou que até o momento os valores descontados dos salários dos servidores não foram repassados a Unimed e a Uniodonto. “O plano nos deu até amanhã para fazermos o pagamento sem juros. Na sexta-feira serão cobrados R$ 11.700 de juros e multas, mas a nossa maior preocupação continua sendo com a suspensão do atendimento médico aos servidores e seus dependentes”, frisou.

Fernandes disse que, segundo informações de bastidores, foram descontados cerca de R$ 1,5 milhão do duodécimo de julho do Poder Legislativo, em razão do adiantamento feito no começo do ano pelo Governo do Estado. “Não conseguimos confirmar a informação, mas ainda que tenha ocorrido o corte, não há motivo para o não pagamento dos planos de saúde, já que os valores foram descontados”, finalizou o sindicalista.

A reportagem tentou diversas vezes contato com Fernando Toledo, mas não obteve êxito.