O tigre que atacou um menino de 11 anos na semana passada volta nesta segunda-feira para sua jaula, no Zoológico de Cascavel, no Paraná. O felino Hu volta para o recinto cinco dias após o incidente, que resultou na amputação do braço do jovem até a altura do cotovelo.

No site da prefeitura do município, a direção do parque salienta que o animal estava em uma área de manejo para que seu bem-estar fosse preservado, e que jamais cogitou sacrificá-lo.

— Em nenhum momento foi cogitada a possibilidade de descartar o animal, quer seja removendo-o ou encaminhando para o sacrifício. Tais especulações são idiotas — disse o médico veterinário do zoológico, Valmor dos Passos. O veterinário também disse que o animal está em boa saúde, calmo e se alimenta normalmente.

Ainda de acordo com a prefeitura, a especulação sobre a possível morte do animal comoveu a opinião pública, e somente nesta segunda, a prefeitura recebeu mais de 10 mil e-mails, do Brasil e outros países, pedindo o não sacrifício do animal e seu retorno ao recinto.

Hu tem três anos e é o único tigre do zoológico. Ele chegou em Cascavel com oito meses de idade, encaminhado pelo Ibama, originário de Maringá.

Sobre a segurança, o secretário de Meio Ambiente da cidade, Paulo Carlesso, afirma que as grades de segurança são “da altura exigida pela legislação” e que as placas de sinalização “estão distribuídas adequadamente”. Ainda segundo a prefeitura, a Guarda Patrimonial fiscaliza o recinto com rondas, e as medidas de segurança são consideradas satisfatórias. “Em 38 anos de funcionamento do parque, esse foi o primeiro incidente envolvendo um felino e um visitante. Além disso, nunca houve ataques a tratadores”, diz o texto.

Como o zoológico não abre às segundas, os visitantes poderão voltar a visitá-lo a partir de amanhã. O horário de funcionamento não sofreu alteração e continuará de terça a domingo, das 8 horas às 17h30m.