O ex-superintendente do Procon, Rodrigo Cunha, busca uma das vagas de deputado estadual na Casa de Tavares Bastos. Cunha – filho da deputada estadual Ceci Cunha – fala do desafio da campanha e das bandeiras que defende.
Cunha também analisa a situação do PSDB e do governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB), além das dificuldades de disputas internas dentro do próprio “ninho”, já que os tucanos – juntos com o PRB – partem para tentar eleger quatro deputados estaduais e dois federais.
Uma projeção que pode se tornar ainda mais difícil de se concretizar em função da saída de Eduardo Tavares do pleito. Todavia, Cunha se diz confiante e fala um pouco do processo.
Como tucano, como você recebeu a notícia da desistência do candidato ao governo Eduardo Tavares (PSDB)? Além disto, você avalia que é um prejuízo para as candidaturas majoritárias, como por exemplo, a sua na busca por uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas?
Eu acredito que o Eduardo Tavares seria um excelente governador do Estado de Alagoas. Eu acreditava na campanha dele. Acredito nele como pessoa. É um homem capacitado e com princípios. É disto que a gente precisa. A saída dele não é apenas uma perda para o PSDB, mas para os alagoanos, que perdem – inclusive – na qualidade do debate. O debate democrático seria enriquecido com a presença dele. Creio que a decisão do Eduardo Tavares pode sim respingar nas proporcionais, tendo em vista que ou o PSDB terá um candidato e terá pouco tempo para conseguir construir esta candidatura, ou então, o próprio partido vai estar dividido, como já está de fato. Uns apoiam uma outra coligação, outros tem apoiado outras. Tem sido assim dentro do PSDB.
Em relação às eleições proporcionais, o PSDB tem uma perspectiva de eleger quatro deputados estaduais e dois deputados federais, mesmo sendo uma disputa acirrada. O seu nome tenta chegar – portanto – entre os quatro mais votados. É uma disputa interna. Como você analisa as suas próprias chances dentro deste cenário?
Bem, essas chances são vistas dentro de uma situação que sempre foi muito pensada e planejada. Foi calculada antes de aceitar este desafio, porque o voto das pessoas que irão depositar em mim eu não consigo mensurar. Eu não tenho currais eleitorais e nem estou em busca disto. Eu não estou contratando pessoas em cima de quantidade de votos, nem lideranças ou vereadores. Eu vou fazer uma campanha em que busco dar um volume ao meu nome e mostrar o meu trabalho realizado, para que as pessoas tenham uma opção na hora em que forem votar. Não consigo mensurar qual é o tamanho deste capital político, mas ele será extremamente espontâneo e está me motivando a cada dia. Principalmente, pela forma como as pessoas estão se envolvendo e aderindo a campanha, seja para panfletar, para estarem juntos nas redes sociais. O que buscamos é justamente isto. Que as pessoas saibam que a omissão favorece aos políticos que estão mau intencionados. Então, eu acredito que as pessoas precisam decidir e buscar as melhores opções. Eu estou mostrando que posso ser uma delas.
Você tem investido muito em uma campanha envolvendo as redes sociais. É possível medir este retorno?
Não sei se nestas eleições as redes sociais vão eleger alguém. Mas, elas são muito importantes para que possamos propagar esta ideia. A informação se multiplica e de uma forma natural. Eu acredito que é um bom caminho para passar a nossa mensagem. Estamos conquistando este objetivo de mostrar o que pensamos.
Você entra num processo com uma bandeira diferenciada. Busca o voto de opinião em uma terra que é marcada pela eleição de currais e redutos. Como conseguir dialogar com pessoas dentro de uma campanha proporcional para além destas redes sociais?
Estamos dentro de uma campanha planejada que vai sofrer mutações conforme o processo, claro. Eu tenho escutado muito as pessoas. Uma das perguntas que me fazem é “como uma pessoa com estudos resolveu ser político?”. Pois a visão que se tem de política ainda é ruim. Mas, estamos começando a reunir pessoas para escutar e dialogar. Desta forma, estamos conseguindo ter um espaço. Nosso espaço é de abrir portas e trabalho com uma equipe. Se engana quem acha que estou sozinho. Eu não estou só. Eu tenho um cabo eleitoral que é a minha mãe, Ceci Cunha. O nome dela abre muitas portas porque foi uma pessoa honrada. Abre portas entre os formadores de opinião e as pessoas a quem ela ajudou. Quando as pessoas sabem que o filho da Ceci Cunha é candidato, me procuram porque lembram do quanto ela foi uma pessoa digna e honrada e que daquela árvore teve frutos importantes que se comprometem em levar adiante este legado. Essa tem sido uma experiência pessoal fantástica. São pessoas que ainda se emocionam ao falar da Ceci Cunha 15 anos após ela ter nos deixado. O trabalho dela não foi em vão e estão depositando esta confiança até também por conta da descrença com o cenário atual. E quem deseja mudança não pode ajudar a permanecer as peças que aí estão. É preciso escolher mudança de fato.
Leia a entrevista completa na edição desta semana do CadaMinuto Press. Já nas bancas.
