É difícil saber se o senador e candidato ao governo de Alagoas, Benedito de Lira (PP) vai fazer campanha para o presidenciável Eduardo Campos (PSB), diante do discurso que sustenta ao tentar se manter bem tanto com Campos, quanto com Dilma Rousseff (PT).
Campos já esteve em Alagoas em um evento de Benedito de Lira, mas nem por isto os discursos em relação aos outros dois candidatos presidenciáveis se inflamaram. Foram todos discretos. Afinal, o Democratas – que está na chapa pepista – apoia a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.
Todavia, Eduardo Campos se mostrou afiado em suas mais recentes declarações e pode ser – pelo conteúdo destas – um excelente “cabo eleitoral” para Benedito de Lira em Alagoas por ter atacado diretamente os principais rivais da coligação pepista: os outros dois senadores alagoanos Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor de Mello (PTB).
Campos – apesar de elogiar a administração do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, o Lula (PT) – responsabiliza Dilma Rousseff (PT) por não ter dado continuidade ao que foi realizado pelo seu padrinho político. Como se fosse possível dissociar Lula e Dilma. Ora, é coisa quem nem o próprio Lula faz. Dilma muito menos. A tentativa de dissociação soa muito mais como truque de marketing do que como um pensamento sincero de Campos.
Evita bater em um “mito” e crítica o governo do qual foi aliado.
Mas, vamos ao local. Campos apontou sua metralhadora para Renan Calheiros e Collor. O primeiro participa indiretamente do pleito eleitoral alagoano. Quem está na cabeça da chapa do PMDB é o deputado federal Renan Filho, na luta para chegar ao Palácio República dos Palmares. Collor já tem participação direta: é candidato à reeleição na chapa peemedebista.
Para Campos, o Brasil também “não aguenta mais quatro anos de José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros”. Na visão do candidato do PSB são nomes que estão impondo duas vontades ao país. Ele lembra que estes políticos tanto estiveram ligados ao governo do PSDB e do PT, como se o próprio PSB não tivesse mantido relações com o atual governo e – em algumas alianças locais – marchou com tucanos. É o caso de Alagoas. Por quase oito anos o PSB foi um dos partidos da base do governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB).
As declarações de Eduardo Campos se deram durante uma sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
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