Apesar das informações de bastidores de um possível “racha” que já começa acontecer no “ninho tucano” que faz com que as “aves mais bicudas” já comecem a buscar espaços nas campanhas dos candidatos ao governo Renan Filho (PMDB) e Benedito de Lira (PP), o dirigente tucano Pedro Vilela ressalta que o “partido segue unido para definir o que fará em relação à majoritária”.

Esta busca de espaços se dá – na maioria dos casos – por interesses pessoais de busca de espaços nas campanhas que alguns tucanos julgam vitoriosas, ou até mesmo para garantir – ainda que por aliança branca – facilidades nas disputas proporcionais.

O PSDB iniciou o processo eleitoral com um candidato a sucessão do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Era Eduardo Tavares (PSDB), mas ele desistiu alegando falta de estrutura e de apoio da própria legenda.

“Nós temos um prazo para substituir o candidato e estamos discutindo dentro deste prazo. Ainda não há uma definição tomada. Vamos esperar, mas tudo está sendo discutido com todos os membros do partido. A última reunião que tivemos foi muito boa e mostrou união”, coloca Pedro Vilela.

De acordo com Pedro Vilela – que disputa uma das cadeiras da Câmara de Deputados – a primeira avaliação de cenário feita pelos tucanos, após a saída de Tavares, reunião 100% da Executiva estadual, além dos candidatos a proporcional.

“O PSDB havia lançado o Eduardo Tavares em uma proposta de ousadia e inovação, buscando fugir do que estava proposto. Após a desistência, nos reunimos com a Executiva e ouvimos a opinião de todos. O partido busca uma coesão e definimos alguns pontos”, colocou Vilela.

Segundo o dirigente, o primeiro ponto foi continuar fechado “100% com a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à presidência da República”. “Ele deve vir ao Estado já em agosto e estamos preparando um evento que ultrapasse as fronteiras do PSDB. Que não seja apenas partidário. Todos que estão no partido concordam com esta diretriz”, frisou.

Pedro Vilela ainda colocou que – segundo ele mesmo! – há uma união do partido para dar força às candidaturas proporcionais. “É outro ponto no qual estamos focados, pois temos condições de – nas proporcionais – elegermos dois deputados federais e quatro estaduais. Estamos trabalhando neste sentido”, salientou.

A indefinição ainda se dá em relação à majoritária. Pedro Vilela explicou – entretanto – que a candidatura ao senado de Eduardo Magalhães (PSDB) está mantida. “O partido apoia o Eduardo Magalhães. Se ele resolver continuar como candidato, terá o apoio. Vamos ouvir o partido em outras reuniões, ouvir os líderes e buscar o consenso”, destacou.

O que se percebe é que Vilela não descarta a hipótese de que os tucanos não apresentem um candidato. Esta pode se mostrar bastante real, pois há um sentimento na base de buscar – conforme bastidores – apoiar outras candidaturas. Eduardo Tavares desistiu na quinta-feira passada. O prazo é de 10 dias para uma substituição ou não. 

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