A polícia precisou usar a força para retirar os integrantes do Movimento de Libertação do Sem Terra (MLST) que ocupavam, desde a manhã desta segunda-feira (21), a sede da Prefeitura de Joaquim Gomes. Cerca de 80 famílias de diversos assentamentos acamparam na sede do executivo municipal.

Por volta das 13h, depois de fracassadas as tentativas de negociação, cerca de dez homens da 2ª Cia Independente de Joaquim Gomes utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha para garantir a desocupação. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas na ação e acusaram a polícia de agir com truculência.

Já o capitão Pantaleão, comandante da operação, defendeu que a ação foi necessária: “Tentamos conversar, mas eles não quiseram liberar o setor, que ficou com seus serviços suspensos, o que acarretaria prejuízo, pois a folha de pagamento está em fase de conclusão. Os manifestantes também pertubaram a ordem pública ao impedirem que funcionários trabalhassem”, explicou.

O capitão disse que em momento algum foram utilizadas armas de fogo e que ninguém foi agredido: “Apenas cumprimos o dever de manter o estabelecimento público pronto para atender a população”, afirmou, acrescentando que várias garrafas de bebidas alcóolicas foram encontradas dentro da prefeitura.

Líderes do MLST disseram que a bebida estava dentro de um dos carros e que a policia está buscando meios de incriminar um movimento justo e pacífico. Eles voltaram a frisar que o protesto foi pacífico.