O delegado federal aposentado, José Pinto de Luna (PT), disse à reportagem do CadaMinuto que recebeu com surpresa a notícia da impugnação de sua candidatura da deputado estadual por parte do Ministério Público Eleitoral, que alegou a ausência da prestação de contas da campanha de 2010 para embasar a contestação.

“As minhas contas foram julgadas procedentes e, no próprio sistema do TRE existe o Acórdão, mas o  Tribunal não deu baixa”, afirmou o petista, acrescentando que, como advogado, ele próprio já está contestando a impugnação. O Acórdão ao qual se refere é o de número 7.740, de 08 de dezembro de 2010.

Pinto de Luna também sugeriu que o MPE deveria agir com mais cautela nesses casos. “Além de ser trabalhoso preparar a ação de contestação, fica complicado me jogar na vala comum”, falou, se referindo a outras candidaturas impugnadas, mas sem citar nomes.

Sem perder o bom humor, o candidato que ficou conhecido quando era superintendente da Polícia Federal em Alagoas (PF/AL) na época da Operação Taturana, contou que chegou a pensar que a impugnação havia partido de um dos “taturanas” indiciados no inquérito.

Deflagrada em 2007, a operação desbaratou um esquema milionário de desvio de recursos públicos do Poder Legislativo, com a participação de vários parlamentares, assessores e outros políticos.

Pouco tempo depois de se aposentar como delegado da Polícia Federal, Pinto de Luna assumiu a superintendência de Transporte e Trânsito de Maceió e a Guarda Municipal, a convite do então prefeito Cícero Almeida (PRTB) e, em 2010, já filiado ao Partido dos Trabalhadores, disputou uma vaga na Câmara Federal, obtendo mais de 24 mil votos.