A recente declaração oficial de que o PSD de João Lyra, até então apoiando fielmente a pré-candidatura do senador Benedito de Lira (PP), apoiará o pré-candidato Renan Filho (PMDB) caiu como uma bomba no grupo liderado pelo pepista. A saída do partido, assim como outras possíveis mudanças, fomentou a corrida pela antecipação das convenções partidárias.

Para “amarrar” o quanto antes as alianças já apalavradas ou em fase final de negociações, todos os grupos optaram por fazer convenções cartoriais, fugindo das tradicionais convenções festivas que poderiam ser esvaziadas pelos jogos da Copa do Mundo.

Ao lado do senador Benedito de Lira devem marchar, além de seu partido, o PP, também o PSB, o PR, o PPS, o PSL e o Solidariedade. Ainda há tratativas quanto ao Democratas que, liderados pelo vice-governador José Thomaz Nonô, dá mostras de insatisfação com a articulação do governador Teotonio Vilela (PSDB), que tem estado cada vez mais isolado, o que inviabiliza coligações com vistas às candidaturas proporcionais.

O PP já declarou que o pré-candidato ao Senado de sua chapa é o atual deputado federal Alexandre Toledo, do PSB, selando, assim, acordo para oferecer palanque político para o pré-candidato à presidência da República, Eduardo Campos. Mas com a possibilidade de aliança com o Democratas de Nonô, que anseia pela disputa ao Senado, sequer o PSB tem garantias de que permanecerá com o espaço.

Haveria a possibilidade de Nonô candidatar-se à Câmara dos Deputados, retomando um espaço ocupado por seis mandatos? O vice afirma sempre que não. Qual espaço então Nonô teria? Ora, ou Benedito de Lira desfaz o acordo com Toledo, ou acomoda Nonô como vice.

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