O dito popular manda avisar: uma andorinha só não faz verão. Mas, e um tucano sozinho, consegue fazer? Este é o desafio de Teotonio Vilela Filho (PSDB). Mergulhado em um inverno político por conta da inabilidade de manter os aliados, o governador do Estado de Alagoas luta contra o tempo para dar sustentabilidadeà pré-candidatura do ex-procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares (PSDB). Os tucanos se encontram isolados e na eminência de perder o único aliado, o Democratas do vice-governador José Thomaz Nonô.
O motivo? Sem conseguir uma coligação que amplie tempo de televisão, dificulta a campanha majoritária. Nonô chegou a afirmar - em entrevista a imprensa - que o tempo disponível para que PSDB e Democratas passem uma mensagem de televisão juntos é “ridículo”. Não bastasse isto, há a dificuldade para eleger proporcionais. Para a Câmara de Deputados, com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que reduziu de nove para oito cadeiras, o cociente eleitoral será de 200 mil. No caso da Assembleia Legislativa, agora com 24 poltronas, deve chegar a 70 mil votos.
Ou seja: uma eleição dura para quem tem grupo com densidade eleitoral, imagine quem não possui. No caso do PSDB, o candidato principal da legenda é o ex-secretário municipal de Esportes, Pedro Vilela. No caso do DEM, o nome que tem se destacado é o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coêlho. O governador tenta atrair novos partidos para a composição. Há portas de negociação com o PSC - da deputada estadual Thaise Guedes - que hoje se encontra com o grupo do PMDB liderado pelo pré-candidato e deputado federal Renan Filho (PMDB) e também pelo PRB, um partido aliado de Fernando Collor de Mello.
No caso do PRB, a briga é grande. Se de um lado o partido tenta se aproximar de Vilela, do outro, o PRB está ao lado de Collor, já que Euclydes Mello (PRB) é seu suplente. Mello conta com o partido na frente de oposição para continuar sendo suplente de Fernando Collor de Mello. Enfim, Vilela entra numa fase de ser - como diz Nonô - o principal responsável por resolver estas equações que façam com que os tucanos cheguem ao pleito com as mínimas condições de disputar uma eleição. A situação é difícil.
Com a chapa esfacelando e sem conseguir consolidar novos aliados, Teotonio Vilela Filho foi às redes sociais reclamar da solidão extrema. O governador Teotonio Vilela Filho viu a antiga base de aliados debandar para a pré-candidatura ao governo do também ex-aliado senador Benedito de Lira. Atualmente, o tucano tenta recuperar o tempo perdido e reafirmar alianças com algumas legendas no pleito.
Leia a matéria completa na edição desta semana do CadaMinuto Press desta semana já nas bancas
