A situação no Executivo e no Legislativo de União dos Palmares fica mais crítica com o passar do tempo e a descoberta de mais pontos obscuros. Após a denúncia de uma suposta prática de pagamentos irregulares entre os vereadores e também nas contas da prefeitura, o promotor Eduardo Baltar Maia pediu o afastamento da Mesa Diretora da Câmara por suposta irregularidade na criação de uma nova Associação Municipal de Taxistas na cidade.

Por meio da assessoria de comunicação do Ministério Público Estadual, o promotor informou que o procedimento visa investigar os vereadores da Mesa sobre suposta prática de improbidade administrativa.  

Segundo o promotor, a diretoria de uma associação de taxistas, já existente e reconhecida pela Arsal, entrou com uma representação no MPE questionando o ato legislativo. A câmara, segundo as primeiras investigações teria votado o Projeto de lei sem quórum de vereadores necessário.

Ainda segundo a promotoria, na próxima segunda-feira (09) o promotor pretende instaurar um inquérito civil público para apurar com mais profundidade a irregularidade.

O pedido de afastamento da Mesa foi remetido ontem ao juiz da Comarca de União dos Palmares, Ygor Figueiredo, mas foi devolvido para correções. Ao CadaMinuto, o juiz disse que a peça enviada pelo MP pede o afastamento por improbidade administrativa da Mesa Diretora e de gestores da prefeitura. Ele explicou que o pedido não pode ser formulado contra ente público, mas sim contra agentes.

“A promotoria terá que apontar nesse pedido os nomes das pessoas que ele quer afastar. O documento enviado era contra entres públicos. Eles terão 10 dias para fazer essa correção e me reenviar, que farei a avaliação e diante das provas vou decidir ou não pelo afastamento”, completou.

Na última segunda-feira (02) três bombas caseiras explodiram dentro de um dos banheiros da Câmara durante a realização da sessão, que foi suspensa. O vereador Raphael pedrosa, que preside a Comissão Especial de Investigação (CEI) sobre as supostas irregularidades em secretarias da prefeitura disse ao Cada Minuto que não saber se o fato se tratava de uma ameaça por conta das investigações.

A criação da CEI acarretou a paralisação de dois mil funcionários que estavam há dois meses sem receber os salários. 

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