Alvo de polêmica e questionamentos em todo o País, os investimentos para a realização da Copa do Mundo no Brasil repercutiram na sessão desta terça-feira (03), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

Em aparte a um pronunciamento do deputado Ronaldo Medeiros (PT), que fez um resumo do relatório da Comissão de Acompanhamento do Brasil Mais Seguro em Alagoas, apresentado à imprensa nesta manhã, o deputado Antonio Albuquerque (PRTB) criticou os gastos com o Mundial e o esquema de segurança montado para receber a seleção de Gana em Maceió.

O parlamentar disse ter ficado estarrecido ao saber, por meio da imprensa, que 400 policiais integrariam a segurança do time e da comissão que acompanhará os jogadores. "Por dia a seleção terá o apoio de 180 militares, além de batedores e da Força Nacional. Não tenho nada contra isso, mas existem municípios em Alagoas com três policiais militares e um civil para atender toda a população", comparou Albuquerque.

O deputado também criticou os investimentos do País: "É fato que sediar a Copa do Mundo é honroso par qualquer nação, mas é vergonhoso que o País esteja investindo mais de R$ 40 bilhões as custas do sofrimento da população. É vergonhoso e soa como ofensa o fato do Brasil ser o único País a sediar a Copa a dispensar os impostos da FIFA".

Albuquerque denunciou ainda a tentativa, por parte de setores da mídia e da classe artística, de convencer a população a não se manifestar durante o mundial e fez uma "previsão" preocupante: "Haverá uma espécie de guerra civil no País se o Brasil não vencer a Copa. As greves, protestos e manifestações serão veementes".

Brasil Mais Seguro

Em seu discurso, Medeiros destacou que o relatório aponta diversas irregularidades e desvios do Plano em Alagoas e frisou que não faltaram recursos, mas falta gestão. Segundo ele, desde que o plano foi implantado no Estado, a previsão é que sejam gastos mais de R$ 262 milhões e nada disso funcionou no combate à criminalidade.

 “O que me assusta é que o governo alagoano não se preocupou em implantar o Plano estadual de segurança e continua apenas reagindo, sem adotar medidas preventivas”, frisou, voltando a cobrar urgência na contratação das reservas técnicas da Polícia Militar de 2006 e 2012, como uma das maneiras de minimizar a carência na área de segurança pública.

“Quando o Governo não cumpre com sua obrigação o povo paga com a vida de seus filhos”, finalizou o petista, sem repercutir o aparte de Albuquerque.