Em parceria com a TV Alagoas, rádios Correio e CBN, o CadaMinuto Press acompanhou as sabatinas dos pré-candidatos ao governo do Estado de Alagoas. Alguns deles já foram entrevistados por nossa equipe de reportagem, como Eduardo Tavares (PSDB), Renan Filho (PMDB) e Benedito de Lira (PP).

            Nossa equipe de reportagem aproveitou a oportunidade para apresentar o leitor ao pensamento de outros pré-candidatos. Na semana passada, ouvimos o que pensa o candidato Mário Agra (PSOL). Agora, é a vez de Golbery Lessa (PCB).

            Lessa é um intelectual de esquerda que defende o comunismo, mas dialoga de uma forma moderada e fala em uma democracia mais popular, substituindo o modelo de democracia representativa. O pré-candidato do PCB também fala - em entrevista - sobre a situação da dívida pública do Estado de Alagoas e dos indicadores de Educação e Saúde, além de apresentar sua análise sobre o tema segurança pública.

            Eis os principais pontos da entrevista com Golbery Lessa para que o leitor possa avaliar as ideias de um dos seis postulantes ao governo do Estado de Alagoas.

 

 

Alagoas é a terra de Aurélio Buarque de Holanda, de Graciliano Ramos, de Djavan e de outros que se destacaram, mas ainda sofre em relação aos números da Educação. É uma triste realidade. Como o senhor observa esta questão em Alagoas?

 

A questão da Educação em Alagoas passa por uma melhoria das políticas publicas como um todo e pela forma de gerenciar o Estado. Precisamos de uma democracia mais direta, com conselhos populares que definiriam estas políticas públicas educacionais. Primeiro: resolver o problema de gerenciar o Estado. Sair de uma democracia representativa para uma democracia mais direta e popular. E a partir daí focar na valorização do professor e da escola. Uma gestão democrática da escola. Grande parte da violência que acontece em Alagoasé proveniente da desestruturação da educação, da evasão escolar. A Educação é o foco da sociedade civilizada.

 

Outra questão importante em Alagoas, diante dos índices negativos, é a da Saúde. Convivemos com superlotação nos hospitais e uma desestruturação do sistema. Porém, um dos pontos fundamentais é a questão da atenção básica. Como o senhor enxerga a importância da atenção básica para a melhoria da saúde no Estado?

 

De fato, a questão da atenção básica em Alagoas é fundamental no sistema de saúde. O SUS tem um desenho extremamente avançado, só que a atenção básica - que é de ação do município - não funciona, isto vai gerando um processo em caceia onde hospitais ficam superlotados, HGE fica lotado. Então, esta questão é um dos principais pontos de resolução dos problemas de Saúde de Alagoas. É uma atribuição dos municípios onde o Estado pode carrear recursos. A atenção básica é fundamental. Neste sentido, é importante negar qualquer forma disfarçada ou clara de privatização. É ação do município com apoio do Estado. Outro ponto muito importante na Saúde em Alagoas é a valorização das carreiras. Não há planos de carreira bem estruturado neste universo.

 

Na questão da Infraestrutura. Quando se fala muito neste setor, se fala de obras e estradas. E temos problemas em água e energia elétrica. Qual o seu pensamento em relação a isto?

 

Bem, no que se refere  infraestrurua o PCB tem a preocupação de apoiar  grandes obras com um impacto social mais direto. Não nos interessa grandes obras que vão no sentido de defender grandes industrias como estaleiro, como Suapi como ocorre em Pernambuco. Nos interessa adutoras, canal do sertão, VLT. O sistema de grandes obras que vão dar melhoria direta ao bem-estar da população. Alagoas tem problema com água no Agreste e do Sertão, com eletricidade. Perdemos muito com a vazão do São Francisco, nosso arroz perdeu a produtividade. Não temos energia do Xingó efetivamente. Em Arapiraca, por exemplo, precisa de energia para se desenvolver e chega láde forma precária. defendemos grandes obras, mas no sentido de beneficio direto da população e não de interesse do capital, das grandes empresas que muitas vezes não deixam recursos, não deixam impostos em Alagoas.

 

 

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