Quando o cenário político alagoano já estava desenhado e apontava para seis frentes majoritárias na disputa pelo governo do Estado de Alagoas, uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode alterar significativamente a formação dos grupos em função dos interesses dos partidos que focam na disputa pelas proporcionais.
Do jeito que se encontra – com oito vagas apenas na Câmara de Deputados e 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas – apenas a chapa encabeçada pelo PMDB tem atrativos suficientes para eleger bancada tanto em Brasília, quanto na Câmara de Deputados. Isto faz com que os outros partidos já estejam com o lápis na mão fazendo cálculos sobre os melhores caminhos.
A frente de oposição – pela densidade eleitoral de seus candidatos – pode eleger cinco ou seis deputados federais. As outras frentes sofrem para consolidar as proporcionais. Do lado do senador Benedito de Lira (PP), por exemplo, podem ser duas vagas para uma disputa entre Arthur Lira (PP), Maurício Quintella Lessa (PR) e João Henrique Caldas (Solidariedade). Entre os governistas, a luta ainda é maior. É apontado como candidato com chances apenas o ex-secretário municipal de Esportes, Pedro Vilela (PSDB).
Com o aumento considerável do cociente eleitoral, as dificuldades aumentam para todo mundo. Tanto é assim que o vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas) já avalia que os partidos que eram da base do governo e saíram em função do afastamento entre o senador Benedito de Lira (PP) e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) precisam dialogar e tentar compor um bloco único sob o risco de “naufragarem reciprocamente”.
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