Em busca de apoio para ser reeleito, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse hoje (29) que “nunca antes na história do país”, um processo de negociação pelo fim do conflito entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) havia avançado tanto quanto o que ele coordena. Santos convocou o Conselho Nacional de Paz e reuniu representantes da sociedade civil em Bogotá para falar sobre o estágio em que se encontra a negociação.
“Em meio século de conflito interno armado, nós nunca tivemos uma oportunidade tão real e tão concreta de terminar o conflito pela via do diálogo, como estamos tendo agora”, defendeu. Santos falou de cada um dos temas para os quais há consenso: o tema agrário, que chamou de “reforma rural integral”; e sobre a participação política das Farc. Ele falou também sobre o acordo parcial sobre o problema das drogas no país.
Daqui a três semanas, a Colômbia fará o segundo turno de eleições presidenciais entre Santos e o opositor Óscar Zuluaga, do Centro Democrático, partido de direita, criado pelo ex-presidente colombiano e senador eleito, Álvaro Uribe. O presidente colombiano, aposta no apoio dos setores de esquerda e moderados na reeleição.
Segundo colocado nas eleições de domingo, Santos tem elogiado e feito referências aos candidatos de esquerda do país. A quarta colocada - a esquerdista Clara López do Polo Democrático Alternativo, em sido citada pelo candidato do segundo turno. O presidente disse que quer “sintonizar todos os setores” da sociedade com o diálogo e usou palavras da candidata do Polo Democrático. “Estamos perto de acabar com a fábrica de vítimas [a guerra contra as Farc], como diz a ex-candidata Clara López”, frisou.









