O deputado Jeferson Morais (DEM) repercutiu, na sessão ordinária dessa quarta-feira (21), o protesto ocorrido no começo da semana, onde cerca de 35 ônibus foram depredados no Complexo do Benedito Bentes. "Com mais de 200 mil habitantes, o complexo continua sendo servido apenas por uma empresa, com ônibus sucateados, frota reduzida e cada vez surgindo mais conjuntos habitacionais", frisou.

Morais também criticou a forma "perversa" como o governo do Estado e a Caixa Econômica Federal (CEF) estariam entregando alguns conjuntos populares: sem escola, sem saneamento básico e com estradas de barro. 

O deputado lembrou que o Conjunfo José Aprígio Vilela, onde ocorreu o protesto, foi entregue sem nenhuma linha de ônibus. "Na segunda-feira a manifestação eclodiu, ônibus foram destruídos e a SMTT culpa o governo por não ter feito a pista", disse, acrescentando que os problemas do Complexo são bem mais amplos, a exemplo da carência de postos de saúde e do trânsito enfrentado pelos que trafegam pela Avenida Expressa em direção ao Benedito Bentes. "Não se vê um agente de trânsito na Via Expressa e quando eles aparecem não saem das viaturas", afirmou, criticando a Superintendência. 

Morais também repercutiu a recomendação feita pelo MPE ao Comando da Polícia Militar (PM/AL) para garantir o direto de ir e vir da população. "Fiquei estarrecido porque, em uma democracia, o MP precisou dizer ao governo o que todos sabem: Por-favor façam cumprir a lei. Todos os dias temos manifestações e bloqueios de vias", desabafou.

Em aparte, Sérgio Toledo (PDT) também criticou a SMTT: "O Centro de Maceió está um caos, com carros estacionados em cima das calçadas, na faixa de pedestres e ninguém vê inquérito está acontecendo. O prefeito Rui Palmeira tem boa intenção, agora precisa dar celeridade as ações".