Raphael Wong é engenheiro ambiental e sanitarista, secretário municipal do maio ambiente, desde que o prefeito Rui Palmeira assumiu a Administração da capital Maceió, e revelou às Páginas Vermelhas do CadaMinuto Press como encontrou a Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (SEMPMA), quais os principais entraves, quais os principais projetos e conquistas e o que ainda tem como meta.
Wong esclareceu a relação da secretaria com a Casal (Companhia de Abastecimento e Saneamento de Alagoas), o problema com as “bocas de lobo” e as “línguas negras” na praia, assim como problemas estruturais de saneamento que comprometem as águas da capital, como as dos riachos Jacarecica e Salgadinho.
Os projetos, as metas e a expectativa para um novo Parque Municipal também foram revelados. Confira isso e mais!
Como o senhor recebeu a SEMPMA? Era uma secretaria com obras em andamento ou projetos engatilhados?
Já tinha uma noção do que ia encontrar, não houve tanta surpresa. Porém há várias dificuldades até hoje, como é o caso da falta de técnicos, que também é uma preocupação do prefeito Rui Palmeira (PSDB). Hoje não temos vagas para novas contratações e por isso outras secretarias têm nos cedido, técnicos efetivos da prefeitura. Afinal, a prefeitura é um órgão só. Como nunca houve concurso para a SEMPMA, outras secretarias cederam pessoal para a gente. É uma deficiência, mas aos poucos temos conseguido reverter essa situação. Os técnicos que chegam lá, são pessoas geralmente já da área, que já entendem, porque o tema é bem específico – meio ambiente e construção civil. E temos conseguido reverter a situação que encontramos. Trabalhei também no IMA. Já trabalhava na esfera estadual e por isso já imaginava o que ia conseguir. Tivemos problemas também para realizar as fiscalizações, por isso também precisamos contar com as outras secretarias, tanto com pessoal quanto com parceria. Temos feito capacitação desses funcionários técnicos e investido na valorização desse pessoal para que tenham real entendimento do tema e da lei para que as autuações sejam efetivadas. Tem que ter certeza do que diz a lei, senão qualquer empreendedor pode derrubar a autuação.
Após um ano e meio de gestão, quais ações da SEMPMA o senhor destaca?
A questão da educação ambiental na secretaria estava muito fragilizada, só havia um funcionário no quadro, hoje contamos com seis e tem sido uma coisa muito cobrada pelo prefeito. Ao final dessa reforma administrativa deve vir mais um pessoal. Assim como o pessoal da secretaria de Educação que também tem esse foco de educação ambiental e assim a gente pode unir esforços e convergir para o mesmo sentido de educação ambiental, principalmente na rede pública municipal, investindo nas nossas crianças que serão o futuro da nossa cidade. Estamos plantando para colher na frente. Sempre focando na coleta seletiva, no descarte de lixo, no reaproveitamento. E essas parcerias para a educação ambiental têm se estendido não só à educação municipal, mas também estadual e, até, em empresas privadas, como construtoras. Nossa intenção é estar perto do povo e difundir o conhecimento ambiental.
Existe algum projeto que se destaca neste contexto?
O Projeto Boa Praça é um dos projetos que já estão consolidados. Nas condições atuais que temos, aco que foram 120 praças. A nossa responsabilidade é a reforma e a revitalização, novas praças é com a Infraestrutura. Inclusive o prefeito já autorizou e nos próximos dias deve ser lançado edital para a gente criar musculatura e volume para fazermos praças maiores, mais detalhadas. Que até agora a preocupação foi de revitalização porque pegamos tudo sem qualquer manutenção. E outro ponto, não adianta só a gente revitalizar e reformar e o cidadão não preservar. Porque tem lugar que a gente já revitalizou e já reformou, inclusive com brinquedos para as crianças, e que de um dia para outro as coisas somem e se acabam. E é importante o cidadão ter consciência que o patrimônio é público, é de todos os cidadãos, têm que cuidar e preservar, senão nosso trabalho não adianta de nada. E o que a gente quer é trazer a população para a rua, para perto do verde, para áreas de socialização, como até pouco tempo era bem comum em alguns bairros e no interior do estado. Recentemente fizemos uma audiência pública para avaliar a reforma da praça do skate, numa parceria com uma construtora. É uma praça que faz parte da história de muitos maceioenses.
