A CPI proposta pelo deputado Ronaldo Medeiros (PT) com o objetivo de investigar o contrato firmado entre o governo do Estado e a empresa Reviver, responsável pela administração do Presídio do Agreste, continua “empacada” na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).
Nesta terça-feira, ao mesmo tempo em que o deputado João Henrique Caldas (SDD) assinava o requerimento para criação da Comissão, o deputado Jeferson Morais (DEM) retirava a sua assinatura do documento, que voltou a contar com apenas oito nomes, quando são necessários nove para que seja lido em plenário.
Na semana passada, o requerimento para criação da CPI contava com nove nomes, mas Dudu Hollanda (PSD) voltou atrás. Hoje, caso permanecesse o nome de Morais, o documento voltaria a ter o número necessário.
“Estou assinando com o compromisso da relatoria, que é fundamental no curso das investigações”, afirmou João Henrique, defendendo que o objeto de investigação estaria contemplado na CPI da Violência proposta por ele que enfrentou grande resistência dos parlamentares e acabou não saindo do papel.
Sem condições
Em entrevista ao CadaMinuto, Jeferson Morais alegou que uma das razões para a sua desistência em assinar a proposta é a preocupação com o funcionamento da comissão em pleno período eleitoral.
“A CPI dos Combustíveis foi criada em 2012, nas eleições para prefeito, e teve começo, mas não teve meio, nem fim. Estamos em um novo pleito eleitoral agora, como essa comissão vai funcionar? Não tem como”, afirmou Morais.
O parlamentar também revelou que a Casa não oferece condições para o funcionamento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e exemplificou: “Nós pagamos o trabalho da Comissão de Acompanhamento das Ações do Programa Brasil Mais Seguro. Pagamos técnicos para fazer a relatoria e todas as demais despesas relacionadas à comissão”. A informação foi confirmada por Medeiros, que integra a Comissão do Programa junto com Morais.
“A única CPI que funcionou aqui foi a da TIM”, finalizou o parlamentar.

