O tabuleiro do xadrez político que se monta para as próximas eleições gerais. Enfim, as "peças" ganham contornos mais exatos. Enquanto o grupo de sustentação do governador Teotônio Vilela Filho se distribui em torno de três – possivelmente duas – candidaturas à sucessão palaciana, a oposição apresentou um nome de consenso: Renan Calheiro Filho, ou Renan Filho (PMDB), como é mais conhecido o deputado federal.

Consenso, aliás, tem sido uma palavra repetida desde meados de 2013 pelo grupo que nasceu como Frente de Oposição e que reúne em torno do senador Renan Calheiros, mais de 15 partidos – número que só será oficial depois das convenções partidárias.

Sobre o deputado federal? O pré-candidato Renan Filho foi eleito prefeito de Murici aos 24 anos, um dos mais jovens prefeitos do país, foi reeleito em 2008 e renunciou ao mandato para candidatar-se à Câmara dos Deputados nas eleições de 2010, ocasião em que foi eleito – com maior número de votos dentre os candidatos – para o mandato que ainda exerce de deputado federal. Galgando a vaga de governador do estado, Renan Filho trabalha por uma ascensão política meteórica.

Numa entrevista exclusiva às Páginas Vermelhas do CadaMinuto Press, o pré-candidato pemedebista Renan Filho respondeu questionamentos sobre a campanha, seus projetos, as alianças feitas e desfeitas e a participação de seu pai – estrela maior do grupo oposicionista ao governador do estado. Mas evitou avaliar os concorrentes – talvez vislumbrando alguma composição futura – e explicar como pretende acomodar tantos partidos numa eventual vitória ao governo.

Caso eleito, o senhor será um dos governadores mais jovens do país. O que o leva a crer que esteja preparado para o desafio de governar Alagoas? 

Nos últimos quatro anos, eu trabalho diariamente com problemas de Alagoas. Ajudar a resolver esses problemas é a essência do meu mandato de deputado federal. Recebi votos em todos os municípios, percorri todos eles, senti o pulso de Alagoas. Então, nenhum desses problemas é algo novo ou estranho para mim. Antes de ser deputado, foram dois mandatos de experiência administrativa como prefeito de Murici, lidando 24 horas por dia com as angústias da população mais necessitada. O povo aprovou nosso trabalho. Afora isso, o permanente contato com a população, com lideranças populares, movimentos sociais, caminhando por todas as regiões de Alagoas, isso traz um aprendizado cotidiano que ninguém, seja jovem ou veterano, pode desprezar. O povo nos ensina muita coisa.

Alagoas ostenta os piores índices sociais do Brasil. Como o senhor pretende reverter esse quadro? 

O PMDB fez um amplo diagnóstico, um trabalho de fôlego, feito por uma equipe acadêmica, contratada pela Fundação Ulisses Guimarães. A partir do diagnóstico estamos construindo o programa de governo junto com os partidos aliados e – aí está o grande fato novo dessa eleição – com a participação da sociedade, que opinou em reuniões presenciais e pela internet. Temos o diagnóstico e as prioridades de ação. Agora, é levar as propostas para o povo, trabalhar duro para vencer a eleição e colocar o programa de governo em prática. 

Leia a entrevista completa na edição do CadaMinuto Pressa desta semana já nas bancas.