O deputado Judson Cabral (PT) anunciou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (07), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), que entregou nesta manhã ao procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, relatórios acerca da situação das áreas de Educação e Saúde no município de Palmeira dos Índios.

“Discutimos a ainda reinante precariedade nas políticas de saúde pública e educação em Palmeira dos Índios e obtivemos avanços”, afirmou, lembrando que a reunião foi acompanhada também pelo líder do governo na ALE, deputado Edival Gaia (PSDB).

Cabral explicou que os relatórios são resultantes de várias reuniões realizadas entre entidades ligadas as áreas de saúde e educação e a prefeitura municipal, com a intermediação dos parlamentares: “Após analisar os relatórios, o procurador irá promover uma nova rodada de entendimentos com os segmentos, inclusive com a presença do prefeito James Ribeiro, se possível”.

“Queremos, por meio do diálogo, buscar soluções. Objetivo é resolver os impasses, melhorar as condições e isso só pode ser feito ouvindo a sociedade e os gestores das áreas”, disse o deputado, acrescentando que o “MPE foi fundamental em mediar situações nas circunstâncias complexas, em função do acirramento entre poder público e trabalhadores”.

Em aparte, Edival Gaia disse que está à disposição para voltar a conversar com a administração municipal e com os trabalhadores.

Judson Cabral e Gaia vêm discutindo desde o ano passado sobre a crise envolvendo servidores públicos das áreas de Saúde e Educação de Palmeira dos Índios. Após alguns embates em plenário acerca da administração do prefeito James Ribeiro (PSDB), os parlamentares resoloveram mediar o confronto entre servidores e a administração municipal.

Estranhamento

Durante a sessão, Judson Cabral e o presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB) “se estranharam” devido ao pedido de informações do petista acerca do Decreto Legislativo que aprova as contas da Mesa Diretora referentes ao exercício de 2012.

“Isso é matéria vencida”, respondeu Toledo, com impaciência, ao que Cabral reagiu com irritação: “Estamos aqui para discutir. Isso é um plenário, um parlamento. Eu tenho direito de me manifestar. Permita-me indagar. Tenha paciência! O Decreto Legislativo trata de quê? Eu não tenho cópia, não recebi pauta com antecedência”, argumentou.