O deputado Judson Cabral (PT) comentou, durante a plenária desta terça-feira, 6, matéria jornalística veiculada no jornal Gazeta de Alagoas dando conta de que o dinheiro do Fecoep (Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza) é usado sem prestação de contas. O petista pediu explicações sobre a questão aos parlamentares da Casa – Jota Cavalcante (PDT) e Gilvan Barros (PSDB) – que têm assento no Conselho do Fecoep. “Que pudessem nos trazer o relatório atualizado da aplicação desses recursos”, destacando a importância do debate, tendo em vista que o Estado tem regiões onde há focos acentuados de pobreza e miséria. 

"O Fecoep, que arrecada em média de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões por ano, é um recurso importantíssimo, não podemos deixar, como Poder fiscalizador, de cobrar que esse relatório nos seja entregue e possamos averiguar se a finalidade do Fecoep está sendo atingida”, cobrou Cabral.

Em aparte, o deputado Jota Cavalcante disse que a cobrança é pertinente e que, juntamente com o deputado Gilvan Barros, fez a mesma cobrança ao presidente do Conselho do Fecoep, o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) e que o mesmo ficou de lhes entregar. “Informei a ele (Nonô) de que mais cedo ou mais tarde iríamos ser cobrados sobre a aplicação desses recursos”, contou Cavalcante, acrescentando que na última sessão do Conselho em que esteve presente recebeu a informação que o fundo tinha em torno de R$ 46 milhões.

“São diversos recursos aplicados principalmente para a área social, mas me comprometo de, na próxima quinta-feira, trazer toda essa descriminação e também toda a aplicação dos recursos que foram liberados”, assegurou Jota Cavalcante, destacando que a destinação dos recursos do Fecoep tem sido feita de forma criteriosa.