“A eleição não será uma corrida de 100 metros, mas uma maratona. Estamos dando a largada. Depois de 42 quilômetros vamos ver quem tem mais fôlego”. Foi com esta frase que o deputado federal Renan Filho (PMDB) confirmou o que já se sabia nos bastidores da imprensa e da política: ele é o candidato do partido ao governo do Estado de Alagoas.
Agora, o desafio do PMDB – pelo que se pode perceber na coletiva – é apresentar de forma mais detalhada um projeto de governo (diversas vezes citado durante a entrevista à imprensa) e uma biografia de Renan Filho que o coloque como a escolha mais viável do partido e não apenas pelo fato de ser filho do senador Renan Calheiros (PMDB).
“Eu me sinto honrado como o nome que vai conduzir o processo. É um orgulho grande representar uma renovação de ideias e oportunidades de uma nova geração. Este momento é histórico. O PMDB se apresenta ouvindo pessoas e com uma proposta sólida para o Estado”, frisou o deputado federal e agora pré-candidato oficial do partido.
Renan Filho – entretanto – não antecipou informações sobre a composição da chapa. O único ponto confirmado em relação ao grupo como um todo foi a saída do PRTB e do PMN da frente de oposição, como já havia sido antecipado por este blog ainda no sábado, dia 03. Sobre o vice, Renan Filho explica que deve ser definido nos próximos meses. “O PMDB vai discutir com as demais agremiações da frente para que se possa chegar ao melhor nome”, frisou.
Todavia, os membros do partido salientaram – pela primeira vez – que o senador Fernando Collor de Mello (PTB), que já teve com as relações estremecidas com o PMDB, é o pré-candidato da frente para o Senado Federal. Assim permanecendo, as agremiações partidárias se debruçam agora em escolher o nome para marchar ao lado de Renan Filho. Claro, uma decisão que passa pelo crivo do próprio PMDB.
Os nomes apresentados são – conforme o senador Renan Calheiros – o deputado estadual Judson Cabral (PT), Rosiana Beltrão (PT), Renilde Bulhões (PTB), Rosinha da Adefal (PTdoB), Eduardo Bomfim (PCdoB), e até mesmo os peemedebistas José Wanderley e o ex-prefeitos de Arapiraca, Luciano Barbosa. A discussão deve avançar nos próximos dias. Óbvio que dentro desta lista, uns nomes pesam mais que os outros.
Sobre o plano de governo, Renan Filho coloca que vem sendo montando junto com a frente e com as pessoas. O PMDB lançou um site que tem por objetivo colher propostas e discutir um projeto que – explana o parlamentar – terá quatro eixos: segurança pública, educação, saúde e geração de emprego e renda.
O deputado federal revelou que um próximo passo do partido é realizar seminários para discutir o projeto. “Serão três seminários que serão realizados em maio e junho. No primeiro, discutiremos as questões envolvendo a economia, num segundo a política social e por fim o modelo de gestão. Não adianta querer fazer se não tivermos um modelo de gestão que nos possibilite ações que ocorram sem centralização para atender ao que o alagoano precisa”.
“O programa de governo está em construção. Chegaremos com um programa factível no dia 30 de junho, durante as convenções. Um programa de governo não pode ser apenas uma peça para ser registrada em cartório. Precisa ser mostrado como um compromisso do partido”, frisou ainda Luciano Barbosa, ao complementar a resposta do pré-candidato.
Para Renan Calheiros, apresentar o filho como candidato foi fruto não de sua “vontade política”, mas sim de um “intenso processo de participação popular, com base também em pesquisas qualitativas e quantitativas”. “Ao final, o PMDB está se desincumbindo de uma tarefa que foi posta pela frente de oposição que era indicar o candidato”.
A indicação de Renan Filho já é um fato consumado dentro da frente. Porém, o PMDB fez questão de lançar uma carta aberta ao coordenador da oposição, o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), abrindo o processo para a montagem da chapa. “Foi o resultado de uma discussão democrática interna. O nome de Renan Filho é um consenso no PMDB”, salientou Calheiros.
O senador lembrou da votação do deputado federal em 2010, que obteve mais de 140 mil votos. “Ele foi o fenômeno eleitoral com 10% de votos para a Câmara de Deputados. Não fui eu, nem foi o senador Benedito de Lira (PP). É preciso reconhecer isto”, alfinetou o peemedeista-mor. “Ele é indicado por ser o melhor para o Estado e não poder ser filho de senador. Alia experiência, juventude e potencial eleitoral. Eu tenho um teto, como mostram as pesquisas. Ele pode ter um tento bem mais alto que o meu” , complementou.
Ao avaliar o processo de escolha do próprio nome, Renan Filho salientou que vários fatores foram importantes, como as pesquisas qualitativas e quantitativas, o projeto que vem sendo desenvolvido pelo partido, e o desempenho durante os encontros regionais realizados pelo PMDB.
“Todos os fatores foram importantes para que por um lado tivéssemos a consistência técnica, mas por outro lado fosse também uma candidatura competitiva. Foi uma somatória de fatores”, colocou. Renan Calheiros voltou – por sua vez – a repetir o discurso da importância dele permanecer no Senado Federal. E foi assim que o PMDB oficializou o que já se sabia!
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