O grupo do senador Benedito de Lira (PP) busca avançar na consolidação das alianças para apresentar já uma chapa completa nos próximos dias. A ideia é apresentar – conforme informações de bastidores – as pré-candidaturas em conjunto para fortalecer Lira na disputa pelo governo do Estado de Alagoas.

Um capítulo a parte no processo eleitoral local tem sido a “guerra fria” entre o PMDB do senador Renan Calheiros e o PP de Benedito de Lira. Já há – inclusive – perfis nas redes sociais, que ninguém sabe de onde surgiram, para divulgar informações desagradáveis tanto sobre Calheiros quanto sobre Lira. Será que oriundo dos “mais realistas que os reis” que sempre rondam as campanhas?

As guerrilhas nas redes sociais será uma preocupação dos quartéis-generais de campanha. Já disse isto aqui neste blog.

Mas, voltando ao assunto: a ideia é que o lançamento da frente e das pré-candidaturas já conte com os apoios do PPS e do PSB, sendo integrados ao Solidariedade, ao PR e a próprio PP que já são tidos como certos na chapa.  De acordo com um dos integrantes do grupo, o deputado federal Maurício Quintella (PR), há avanços nos diálogos.

“Eu acredito que a parceria com o PSB e com o PPS está praticamente fechada”, salientou Quintella. O parlamentar ainda frisou que em Alagoas a decisão do PR já é a de apoiar o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na disputa pela presidência da República. “Em Alagoas, o martelo já está batido em relação ao apoio a Campos. Nacionalmente, o partido ainda discute”.

Com a aliança, o deputado federal Alexandre Toledo (PSB) – que é o pré-candidato ao governo – seria apresentado como pré-candidato ao Senado Federal, ou como vice de Benedito de Lira. Outro nome que pleiteia a condição de senador é o deputado federal João Caldas (SDD). Porém, a conjuntura ainda pode fazer com que Régis Cavalcante (PPS) seja posto como vice.

É o que se discute. Quintella confirma que dentro do grupo são possibilidades que estão sendo avaliadas. De acordo com o deputado federal Alexandre Toledo (PSB), as conversas com o PP avançaram, mas ainda não há martelo batido. “Estamos dialogando, mas ainda há detalhes internos, conversas sobre cenário. Avançamos, mas não há martelo batido, nem minha candidatura ao governo está descartada ainda”, salienta.

Toledo frisa que um possível alinhamento envolve propostas para a composição.  Isto tem que ocorrer com calma, é o que deixa transparecer o parlamentar. O PP – por exemplo – terá que apoiar o ex-governador Eduardo Campos (PSB) na disputa pela presidência da República.

No âmbito local, Alexandre Toledo confirma a possibilidade de concorrer ao Senado Federal, caso componha mesmo com o PP, ou de se manter na disputa pelo governo. “São conversas que ainda vão avançar mais para se definir isto”.

A semana deve prometer diálogos entre PP, PSB, PPS e demais partidos. Tentei contato com o ex-secretário estadual Régis Cavalcante (PPS) e com o próprio senador Benedito de Lira (PP), mas não obtive êxito. 

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