Pelo que se pode sentir do discurso do PMDB – na manhã de hoje, dia 05, durante a coletiva de imprensa – é que o partido liderado pelo senado Renan Calheiros vai apresentar, junto com uma frente ampla de partidos, uma candidatura com a “chancela” da presidente Dilma Rousseff.
E isto independente do PT indicar o nome do vice ou não. O Partido dos Trabalhadores pode ser um coadjuvante no processo em Alagoas, tendo apenas como foco as proporcionais. Assim como foi em 2010 (mesmo tendo indicado o vice na chapa encabeçada por Ronaldo Lessa) e em 2012. A diferença é que, desta vez, a presidente Dilma Rousseff, assim como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, o Lula, podem se fazer presentes em Alagoas.
Nas outras campanhas, não pisaram no Estado.
Uma fatura eleitoral que o senador Renan Calheiros poderá cobrar pelos serviços prestados em Brasília, no Congresso Nacional, tendo assumido a presidência do Senado Federal por três vezes e sempre em sintonia com os petistas. Até mesmo como apenas senador, quando foi o relator do programa Bolsa Família.
Renan Calheiros deixou claro a ligação com o PT durante a entrevista. Nem precisava. A atuação do peemedebista-mor na CPI da Petrobras, mostra bem isto. E é recente. A certeza é tão grande que o adversário de Calheiros no processo eleitoral, o senador Benedito de Lira (PP) já se aproxima do presidenciável e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
O pré-candidato ao governo e deputado federal Renan Filho (PMDB) é enfático sobre o assunto: “O PT compõe a frente de oposição e temos a expectativa de sermos o candidato da presidente Dilma Rousseff em Alagoas”. Renan Calheiros é mais cauteloso e diz que a questão do apoio só pode ser respondida pela própria Dilma. “É uma pergunta que tem que ser feita a ela. Por mais que a gente se esforce em responder, só a presidente poderá dizer. Quem tem que falar pela Dilma é ela. Não somos nós”.
O peemedebista Luciano Barbosa – um dos cotados para ser vice de Renan Filho – diz que a companha terá o foco nas discussões dos problemas locais, mas que é imprescindível para o Estado ter o apoio do governo federal. “Não dá para abrir mão de veiculação com o governo federal. O futuro governo terá que ter esta parceria”, frisou.
Para o médico José Wanderley (PMDB), também cotado para o pleito, a presidente Dilma Rousseff será uma “parceira importante na campanha, mas não seremos apenas o candidato da Dilma, mas o candidato com um projeto para todos os alagoanos. Há uma parceria forte”.
“O PMDB vai agir coletivamente. Como presidente do Senado, nós coordenamos e lideramos discussões importantes para a população, ajudando o PT. Nesta parceria federal, o PMDB não é coadjuvante, mas protagonista do que mudou no Brasil”, salientou Renan Calheiros, ao avaliar a aliança com o PT em torno da candidatura de Renan Filho.
Estou no twitter: @lulavilar
