Durante a coletiva de imprensa que lançou o deputado federal Renan Filho (PMDB) como pré-candidato ao governo do Estado de Alagoas, o senador Renan Calheiros (PMDB) confirmou o que já havia sido publicado por este blog ainda no sábado, dia 03: o PRTB e o PMN estão fora da frente de oposição do Estado de Alagoas.

O dirigente do PRTB, Adeílson Bezerra, já se reuniu com filiados ontem, dia 04, para discutir o assunto. Todavia, deve ter um novo encontro no dia de hoje, 05, de onde serão tirados os rumos da legenda após ter sido excluída da frente liderada por Renan Calheiros.

Apesar de ter feito questão de confirmar o assunto, Renan Calheiros não quis entrar em detalhes. Limitou-se a dizer que PRTB e PMN saiam da frente por antagonismos e por “questões óbvias que já haviam sido postadas pela imprensa”.

As questões óbvias que já foram cogitadas na imprensa: o pragmatismo eleitoral diante da densidade dos candidatos do PRTB e do PMN e – evidentemente – a imagem de alguns destes nomes, em função de serem citados em crimes. Os deputados estaduais Antônio Albuquerque (PRTB), João Beltrão (PRTB) e o ex-parlamentar Cícero Ferro (PRTB) – todos já foram presos em investigações de crimes de mando – se encontram na legenda. Eles, conforme bastidores, não gostaram muito da decisão do senador Renan Calheiros.

De acordo com o partido, não foi uma decisão pessoal de Calheiros, mas “política e democrática”. Ou seja: toda a legenda e a frente teria pensado igual e deliberado sobre o assunto. Claro que a decisão de Renan Calheiros pesa bastante nestas composições. É o enxadrista-mor do grupo.

Segundo Renan Calheiros, a saída do PRTB e do PMN foi um processo de “depuração” da frente de oposição que segue ampla. “Decidimos que não vai haver coligação com o PRTB, nem com o PMN. Vamos – entretanto – procurar o ex-prefeito Cícero Almeida, que fez uma excelente gestão, para que seja nosso parceiro, independente do partido. Nós vamos pedir o apoio de Almeida”, colocou.

Indagado sobre o detalhamento destas “questões óbvias colocadas na imprensa”, Renan Calheiros foi evasivo: “O PMDB tem que primar pela coerência. Foi uma depuração da frente de oposição”, finalizou. Ainda no dia de hoje, o PRTB deve se pronunciar sobre o assunto. O deputado federal Francisco Tenório (PMDN) – principal representante de sua legenda – ainda não falou.

Dentro do PRTB há várias propostas. Uma: lançar chapa majoritária. O nome de Ivon Berto (PRTB) – que chegou a ser vice do ex-vereador Galba Novaes (PRB) na disputa pela prefeitura municipal de Maceió em 2012 – chegou a ser citado como candidato ao governo do Estado. Porém, Almeida, o presidente do PRTB, defende que o partido lance apenas proporcionais e libere a base para que esta apoio quem bem entender na disputa majoritária. Cada um por si. A oficialização de uma pesada disputa interna por vagas na Câmara de Deputados e na Assembleia Legislativa. 

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