Alguns deputados repercutiram, durante a sessão ordinária desta terça-feira (15), a polêmica lista divulgada no Diário Oficial com os nomes de 300 servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) que seriam cedidos ao Poder Executivo. A ausência de critérios do documento gerou mal-estar entre funcionários e a Mesa Diretora.
“Vossa excelência entendeu o equívoco, mas precisamos discutir o assunto além, pois o fato só depõe contra esse Poder. Não existiram critérios e as pessoas que apareceram na lista foram discriminadas, achincalhadas como servidores laranja e vagabundos... Não podemos cometer erros desta natureza.”, afirmou Judson, se dirigindo a Toledo.
O petista frisou que servidores que trabalham foram expostos e penalizados, em detrimento de muitos dos que não aparecem na Casa, estando lotados em gabinetes de deputados, e voltou a questionar os critérios utilizados: “Não sou contra a cessão, mas é preciso que não se cometam injustiças como aconteceu com essa famigerada lista. Isso é desrespeito a todos nós”.
Cabral aproveitou o momento para cobrar o enquadramento dos servidores prometido pela Mesa Diretora e sugeriu que, na próxima lista, sejam colocados apenas aqueles que estão “a disposição do ócio”.
Em aparte, Flávia Cavalcante (PMDB), também criticou a relação: “Não sei quem fez essa lista, mas o que deixou claro é que um dos principais critérios foi colocar as pessoas que trabalham na Casa. Tentei entender, mas até agora não consegui... Foi falha grosseira e desrespeito aos funcionários da Casa”.
O pânico gerado entre os funcionários com a publicação foi comentado ainda por Isnaldo Bulhões (PDT), que cobrou um posicionamento de Toledo em plenário.
“A Assembleia está tomando medidas para fazer da melhor forma possível a cessão. Essas medidas irão sanar equívocos e excessos, mas o convênio continua firmado e vamos tomar providências apenas em relação as correções”, resumiu o tucano.
