Foi aprovado na sessão desta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o requerimento - de autoria do deputado Joãozinho Pereira (PSDB) - para que o Governo do Estado analise a possibilidade legal de doar um imóvel público para instalação do Moinho Motrisa.
Antes da aprovação da indicação, lida na sessão do dia 09 de abril, alguns parlamentares repercutiram a possível mudança de “endereço” da empresa.
Judson Cabral (PT) disse que a solicitação do tucano procede, mas argumentou que, antes de qualquer medida, é necessário um estudo sobre a segurança dos imóveis existentes no entorno do moinho e informações sobre possíveis ações judiciais de reparos.
“O desabamento de um dos silos do moinho despertou o alarme para que seja feita a análise criteriosa naquelas instalações e o que representa a indústria instalada naquela localidade”, afirmou, sugerindo que órgãos envolvidos na comissão criada para avaliar a retirada das placas que ainda ameaçam cair, a exemplo da Defesa civil, compareçam a ALE para dizer quais medidas serão tomadas para preservar as vidas das famílias residentes na região.
Jeferson Morais (DEM) sugeriu a realização de uma sessão pública envolvendo representantes do Corpo de Bombeiros, Conselho Regional de Engenharia (Crea), Defesa Civil do Estado e Município, Moinho Motrisa e moradores para debater a manutenção da empresa na Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço.
“Não se concebe mais que uma indústria daquele porte continue instalada naquele local. Os moradores não aceitam. É preciso coragem do governo do Estado e da Prefeitura de Maceió para que a empresa seja transferida de local, sem que haja prejuízo à economia e a geração de renda”, frisou o democrata.
O presidente da ALE, Fernando Toledo (PSDB) concordou que o Poder Legislativo deve participar da discussão, mas reforçou que a unidade precisa ser preservada em Alagoas: “Há centenas de outras empresas que dependem do Moinho Motrisa, a exemplo de pequenas padarias. Teríamos que importar trigo se o moinho saísse do Estado, por isso é preciso cuidado para a manutenção dos empregos e da atividade da empresa”.
Caso a indicação aprovada nesta terça-feira seja acatada, o Poder Executivo terá que formular um Projeto de Lei (PL) para concretizar a doação do imóvel público.
