Atacante do Real Madrid B desde o início desse ano, o pouco conhecido Pablo Felipe, brasileiro, vai correr em campo e fora dele neste domingo. Primeiro, no pequeno Estádio Alfredo Di Stéfano, deve estar no banco de reservas em jogo contra o Mallorca que começa às 14h15 (de Brasília), pela segunda divisão espanhola. Assim que a partida acabar, Pablo também vai correr. Logo ao lado, para o Santiago Bernabéu, onde o time principal do Real recebe o Barcelona para o clássico que para o mundo do futebol nas últimas temporadas.

"É o jogo do ano e eu vou, claro. Aqui em Madri só se fala desse jogo e quero muito assistir. É muito importante para o Real e, fora da Champions (League) é o jogo da temporada", conta Pablo Felipe, em entrevista ao Terra. 

Na capital espanhola em que vive com os pais e a namorada, Pablo desfruta de um anonimato raro entre jogadores de futebol, sobretudo os que vestem a camisa do clube mais vencedor do século XX. Pode passear pelas ruas que dificilmente é notado, exceto quando é visto por um torcedor fanático do clube. "Há uma galera que reconhece, mas por enquanto dá para andar tranquilamente. No estádio te reconhecem mais, sempre há uns torcedores que acompanham a base", diz. 

Habitualmente conhecido como o último degrau para os pratas da casa antes de aspirarem uma chance na equipe principal, o Real Madrid Castilla, o Real B, tem adaptado seu projeto esportivo nos últimos dois anos. Com um olheiro brasileiro para mapear o mercado sul-americano, Júnior Calafat, buscou jogadores um pouco mais velhos para dar mais rodagem à equipe. Foi assim que Pablo Felipe, 21 anos, saiu do Figueirense para o Real Madrid em janeiro.