Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, o Ministério Público do Rio Grande do Sul admitiu que recursos públicos poderiam ser utilizados para “salvar” Porto Alegre de perder sua posição como sede da Copa do Mundo de 2014. De acordo com posição apresentada pelo promotor Nílson de Oliveira Rodrigues Filho, isso seria empregado em último caso, e o Estado ou Município aguardariam “indenização” posterior.

A questão envolvendo o Beira-Rio diz respeito à colocação das estruturas temporárias, usadas por imprensa e staff durante a Copa do Mundo. Não há um consenso de quem vai arcar com o custo das mesmas, e a diretoria do Inter e o Comitê Organizador Local (COL) devem ser reunir para definir o assunto na próxima semana.

“O eventual uso de recursos públicos para este fim só será admitido como mecanismo para que Porto Alegre não perca a realização do evento. Porém, isso não isenta o Internacional e a Fifa das suas obrigações contratuais de financiar essas estruturas, indenizando o Poder Público”, afirmou o promotor. Ele deixou claro que há a premissa de que a verba seja viabilizada sem a necessidade de acionar recursos públicos.

“Apenas no caso daqueles bens que possam se tornar legado para o Estado ou Município é que a indenização deverá ser como uma forma de “aluguel” apenas pelo uso temporário durante o evento”, complementou o promotor. Entre os presentes na reunião com o Ministério Público estavam o presidente do Inter, Giovanni Luigi, e o gerente de sede do COL, Paulo André Jukoski.