O deputado Dudu Hollanda (PSD) voltou a repercutir na sessão desta quinta-feira (27), o assassinato do empresário Guilherme Brandão, ocorrido ontem dentro do Maikai. De sua autoria, uma Moção de Pesar à família da vítima foi aprovada por unanimidade em plenário.

O parlamentar contou que, durante o velório, o pai da vítima, Eutímio Brandão, pediu que a Assembleia Legislativa cobrasse do Poder Executivo a implantação de políticas sociais e de segurança pública, destacando que o crime aconteceu em decorrência da falta de investimentos nessas áreas.

“Ele falou isso se referindo às drogas, disse que alertou diversas vezes a Defesa Social e mostrou que havia entregue nomes e até vídeos de pessoas que circulam ao redor, naquela região, vendendo drogas e que a Secretaria de Defesa Social já tem conhecimento disso”, frisou o parlamentar.

Hollanda também fez um paralelo entre os flanelinhas que atuam na região dos bares e restaurantes do Stella Maris - onde está localizado também o Maikai -  e o tráfico. “Quando chegamos lá já somos abordados por alguém que estabelece o valor do ‘estacionamento’ e, para não ter o carro arranhado, a gente paga, mas isso é alimentar o tráfico da região”.

Antes de encerrar seu pronunciamento, o deputado repetiu as palavras que ouviu de Eutímio durante o enterro: “Eu Imaginava que, aos 38 anos, meu filho estaria na metade da vida. Hoje foi o meu filho, amanhã pode ser qualquer um de nós”.

Em aparte, o deputado Jeferson Morais (DEM) alfinetou a ação policial na repressão ao crime: “Prenda e se reagir, aplique o que preconiza as regras. Enquanto estiverem em clima de frouxidão, que começa no Executivo e se reflete na tropa, vamos ter essa situação.

Jota Cavalcante (PDT) questionou as razões pelas quais o contingente do Exército não poderia ser usado para dar apoio aos policiais, como acontece durante grandes eventos no Rio de Janeiro e como deverá ocorrer na Copa do Mundo deste ano.