O assassinato do empresário Guilherme Brandão na manhã desta quarta-feira (25) repercutiu entre os parlamentares durante a sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Primeiro a falar, Ronaldo Medeiros (PT) lembrou que vem cobrando rotineiramente ações na área de segurança pública para minimizar a violência.

“Infelizmente foi alguém conhecido, mas essas mortes acontecem com frequência, todo momento, todos os dias. A sociedade só reage quando é alguém conhecido ou da classe média, mas mesmo assim, após uma semana ou dez dias, tudo volta a ser como era antes”, frisou o parlamentar, lembrando outros crimes de repercussão na área nobre, como o latrocínio do médico Alfredo Vasco, no Corredor Vera Arruda.

O petista destacou que o homicídio de hoje é mais um reflexo da ausência do Estado e voltou a criticar a ausência de abordagens policiais na capital e no interior: “Eu viajo quase toda semana e não vejo blitz. Será que, se tivéssemos essas blitz esses elementos que mataram o empresário andariam tranquilamente com uma arma, seja lá qual for o motivo desse assassinato? A falta da polícia nas ruas é gritante”.

Em aparte, Jeferson Morais (DEM) reforçou a fala do colega: “Essa morte é o retrato falado da violência diária e hoje um internauta captou uma mensagem para o governo e toda sociedade: pessoas que foram ao Maikai vaiaram autoridades estaduais, entre elas o secretário de Defesa Social, Eduardo Tavares, como forma de protesto, que antes só víamos timidamente na periferia, mas o crime acontece tanto na periferia como na área nobre”.

Morais acrescentou que o proprietário de um dos restaurantes que irão fechar as portas nesta quarta-feira em protesto pelo homicídio, denunciou que apenas uma viatura da Polícia Militar atende toda a área baixa da capital.

Também em aparte, Dudu Hollanda contou sobre a amizade de infância com empresário, criticou a violência e, ao final, surpreendeu com a declaração de que Guilherme Brandão era “amigo pessoal e, porque não dizer, um eleitor”.

João Henrique Caldas (SDD) foi além e sugeriu uma intervenção federal em Alagoas. O parlamentar disse que, diariamente, pequenos comerciantes e empresários também sofrem na periferia, em suas padarias, farmácias e mercadinhos, e lembrou outros crimes bárbaros ocorridos em Alagoas durante seus quase quatro anos de mandato.

JHC lamentou o fato de nenhum parlamentar ter se interessado em compor a CPI da Violência – proposta por ele – e voltou a cobrar que a Casa se posicione em relação à criminalidade. “Que o povo se mobilize para dar um basta nisso e que a bancada vá ao Ministro da Justiça e à Presidência da República pedir intervenção federal em Alagoas", finalizou.