O deputado Paulão (PT/AL) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) iniciaram nesta terça-feira (25), em Brasília, o processo de criação da Frente Parlamentar em Defesa das Distribuidoras de Energia da Eletrobras. Segundo eles, a luta é pela renovação das concessões do setor elétrico cujos contratos vencem em 2015 e contra a possível privatização de seis distribuidoras de energia atualmente federalizadas, localizadas nos estados de Alagoas, Amazonas, Acre, Piauí, Rondônia e Roraima.

 

Paulão lembrou que até o momento o governo federal não definiu os moldes da renovação das concessões do setor elétrico e que o próprio  ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, durante duas oportunidades em que conversou com ele admitiu  a existência de estudos para privatizar as companhias. “Isso seria um grande equívoco. O setor elétrico é estratégico para a economia e para a sociedade, é um serviço público essencial à população. Se hoje existem mazelas, não é por culpa dos trabalhadores”, disse  o deputado que é  ex-sindicalista e profissional do setor elétrico.

 

Na a avaliação de Paulão, desde que as seis empresas foram federalizadas o serviço piorou, o exemplo disso ocorre em Alagoas, com a Eletrobras Distribuição Alagoas, antiga Companhia Energética de Alagoas (Ceal), federalizada em 1997. Para ele, o problema é o modelo de gestão da diretoria da Eletrobras, que tem se mostrado ineficiente.  A seu ver, para reverter essa situação são necessários investimentos dos governos federal  e estadual, além de outras ações para recuperar as distribuidoras do Norte e Nordeste,  o que garantirá a prestação de um serviço melhor aos consumidores.

 

O assunto foi discutido em evento na Câmara dos Deputados, organizado pela Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), com a participação de parlamentares de diversos partidos, do presidente da FNU, Franklin Moreira Gonçalves; da presidente do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Amélia Fernandes Costa;  e do presidente eleito da entidade, Nestor Silva Powell, entre outras lideranças sindicais.

 

Conforme Amélia, manter o fornecimento de energia na esfera pública é fundamental, pois trata-se de um compromisso social  com a qualidade de vida da população. “Há um impasse entre o capital, que só visa o lucro, e o social. Primeiro sucateiam o setor, o povo fica contra e aí aparece a proposta de privatização”,reclamou.

 

Também participaram da reunião os deputados petistas  Francisco Praciano (AM), Assis Carvalho (PI) e Jesus Rodrigues (PI), e  Euclides Mello, suplente do senador Fernando Collor (PTB/AL),entre outros convidados.