A frente de oposição - que nas contas do senador Fernando Collor de Mello (PTB) e do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) reúne 17 partidos - fechou o ano de 2013 com um almoço de confraternização que tinha um objetivo claro: assinar um manifesto em que atacava o governo do Estado de Alagoas, sob o comando de Teotonio Vilela Filho (PSDB); e mostrar unidade para a composição futura de uma chapa que aglutine os interesses destes partidos apresentados.
Porém, apesar dos objetivos claros e de alguns discursos inflamados, entre os meses de dezembro de 2013 (quando ocorreu a confraternização da oposição) e os primeiros meses de 2014 o que se viu foi algo bem diferente de união. Os partidos envolvidos no processo buscaram cada um seu próprio caminho para viabilizar suas eleições proporcionais. O PMDB - ao contrário - manteve o foco de seu projeto político: fazer o próximo governador do Estado de Alagoas. O candidato dos peemedebistas - se as eleições fossem hoje - seria o deputado federal Renan Filho (PMDB).
Paralelamente, figuras do chapão de oposição - entre elas o senador Fernando Collor de Mello - afirmaram publicamente que só havia consenso em torno do nome do senador Renan Calheiros como candidato ao governo do Estado de Alagoas, como se houvesse a possibilidade do PMDB abrir mão da cabeça da disputa. Nos bastidores também outras das informações que mostravam a instabilidade da frente de oposição: os peemedebistas querem encabeçar a chapa, mas não querem Collor no palanque como candidato ao Senado Federal, mesmo com o petebista declarando que o candidato dele é Renan Calheiros.
Os motivos são óbvios: Renan Calheiros e Fernando Collor - assim como possuem forte densidade eleitoral - possuem rejeição alta. Num mesmo palanque, eles nacionalizariam a campanha e somariam rejeições. Fernando Collor sentiu e se moveu nos bastidores políticos: estimulou o ex-prefeito Cícero Almeida (PRTB) - com base em uma pesquisa eleitoral - a se lançar candidato ao governo, mostrando uma via alternativa a Renan Filho. O tiro saiu pela culatra.
De acordo com os bastidores, Fernando Collor de Mello teria se isolado mais ainda. Diante da exposição da intranquilidade no chapão, Fernando Collor de Mello e Renan Calheiros tiveram uma reunião com duração de mais de três horas, em Brasília, no início da semana. Trataram sobre um encontro político em Arapiraca, nos moldes dos que foram organizados em outras regiões do Estado. A diferença: nas outras vezes o encontro teve o empenho do PMDB. Agora, o empenhou é de Collor e de outras lideranças do chapão.
O objetivo: mostrar tranquilidade e unidade sem antecipar nomes de candidatos agora. Pode servir para acalmar ânimos dentro do chapão e melhorar a imagem da oposição junto à imprensa, mas não deixará absolutamente nada definido. Pode ocorrer - conforme bastidores - o mesmo que ocorreu com a confraternização montada ao final de 2013.
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