Não é apenas em Alagoas que a declaração do governador Teotonio Vilela a respeito de não disputar as eleições deste ano causou comentários. De férias em Alagoas, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) concedeu entrevista a assessoria de comunicação do Estado onde ele afirmou que chegou aconselhar Vilela a não disputar o pleito.
O governador anunciou no último dia 06 durante entrevista coletiva que não seria candidato a nenhum cargo político durante as eleições deste ano. Na ocasião, ele afirmou que a decisão não sinalizava com um afastamento da política, mas que ele estaria ativo durante o processo eleitoral apoiando os candidatos do seu partido.
FHC contou que conversou a respeito da decisão com Vilela e que chegou a aconselhá-lo a não disputar o pleito. Fernando Henrique afirmou que agora é o momento da população reconhecer suas ações e entender que ele não quer competir.
“Acho que em certos momentos as pessoas devem dar uma parada. O Téo fez muito aqui em Alagoas e está na hora de ele colher os frutos. Estar sempre sendo candidato não é a melhor coisa para um político não. Ele vai ficar na campanha trabalhando com o partido”, disse o ex-presidente.
O ex-presidente também comentou a respeito das articulações nos estados para formar os palanques dos candidatos à presidência. O tucano Aécio Neves foi apontado como o candidato do partido e a participação de Vilela nesse processo de articulação será importante para arregimentar votos em Alagoas.
“Nas duas vezes que me candidatei ganhei com mais de 80% dos votos aqui em Alagoas. O Serra ganhou, o Alckmin também, então temos tradição em ganhar aqui. Não é uma virtude nossa, muito disso foi trabalho do Téo. Temos que fazer alianças, mas o governador será muito importante nesse processo”, comentou.
Por fim, FHC ainda criticou a postura adotada pelo PT em relação ao mensalão afirmando que ele foi criado pelo PT, além de não concordar com o critério adotado com os membros do partido que foram julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“O PT começou a deixar meio ambígua a relação dele com o STF. O partido parece que fica mais solidário com quem foi condenado e não com a Justiça. Se errou tem que pagar. Há outras coisas no governo que também não estão certas e a população quer transporte e segurança isso não vai bem. Estamos assistindo o crescimento da inflação e isso não é bom”, completou.
