(Atualizada asa 18h40)

Quando tudo parecia encaminhado para a aprovação, nesta terça-feira (14), da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2014, com uma emenda no valor de R$ 81 milhões destinada a implantação dos Projetos de Lei que beneficiam os militares, o pedido de adiamento da votação feito pelo deputado João Henrique Caldas (SDD) pegou os parlamentares de surpresa e irritou os servidores da Casa, que dependem da aprovação do Orçamento para receberem o décimo terceiro e os salários de janeiro deste ano.

Uma nova sessão foi convocada para amanhã, quarta-feira (15), em horário regimental, às 15h15.

A surpresa com o pedido de adiamento se deu porque, minutos antes, representantes do governo, militares e parlamentares acordaram que, com a garantia da emenda, a LOA seria votada hoje, ficando os projetos do realinhamento, Serviço Voluntário Remunerado (Bico Legal) e a Lei de Promoções para serem apreciados até a próxima semana.

A sessão - que foi acompanhada da galeria por militares, agentes penitenciários e servidores da Educação – chegou a ser suspensa três vezes, por solicitação dos deputados Judson Cabral (PT), Edival Gaia (PSDB), líder do governo e Antonio Albuquerque (PRTB).

A suspensão da sessão por volta das 18h foi uma tentativa do plenário de convencer JHC a desistir do pedido de adiamento, mas não surtiu efeito.