O Governo tenta mostrar que Alagoas vive uma explosão econômica, mas uma comparação com Pernambuco e Sergipe permite algumas diferenças.
Com desvantagem para o Executivo local.
Em Pernambuco, três grandes investimentos do Governo Federal transformaram o nosso vizinho na locomotiva do Nordeste. O estaleiro, a refinaria Abreu e Lima e a expansão do Porto de Suape.
E o quê aconteceu? A Fiat e a Shineray estão lá. Grandes cadeias de lojas também. Algo que impressiona e se diz até que em cinco ou oito anos a indústria pernambucana vai dar um salto.
A Paraíba viu esse crescimento. E existe uma pista dupla entre Recife e João Pessoa de apenas 90 quilômetros com fábricas menores entre as duas cidades. Efeito disso? Os paraibanos veem a construção de espigões superiores a quarenta andares. É o mercado do luxo despontando.
Sergipe depende mais da Petrobrás e não deve alterar tanto assim o quadro de expansão agrícola e industrial em setores como alimentos e bebidas.
E Alagoas? A obra mais grandiosa anunciada pelo Governo é o Canal do Sertão. Um investimento federal para levar água às cidades atingidas pela seca.
Mas, enquanto o Governo comemora o bombeamento nos 65 primeiros quilômetros da obra gigante, Dois Riachos não vê água na torneira desde novembro.
Qual projeto agrícola vem sendo usado para aproveitar as águas do Velho Chico, passando pelo Canal? Nem duplicamos a AL 101 norte, que liga Maceió a São José da Coroa Grande, em Pernambuco.
E o Governo quer entregar esta pista à União. Anuncia-se uma estrada ligando a ponte da Flamenguinha, próximo a São Luis do Quitunde, e o Aeroporto Zumbi dos Palmares, diminuindo o percurso em uma hora.
Convenhamos também. A entrega de 50 mil casas, comemorada pela administração tucana, muda em quê a situação destas 50 mil famílias. Elas terão emprego? Ou vão engrossar a legião de dependentes do Bolsa Família?
Pouco, muito pouco os anúncios do Governo alagoano. Temos vizinhos em expansão financeira e estamos com matrículas escolares na era do papel. Alunos na liderança mundial como os piores em leitura, Ciências e Matemática. Ou seja. eles não sabem nem ler direito nem contar. Como vão trabalhar no futuro estaleiro, em Coruripe? Ou nos hoteis da orla, exigindo duas línguas?
Nossa explosão econômica fica mesmo nas palavras. Um discurso para inglês ver.
Já o alagoano....
