Claudionor Araújo, Secretário de Articulação Social desde 2011, Ouvidor-geral entre 2009 e 2011, dirigente do PSDB em Alagoas, ligado ao governador Teotônio Vilela há mais de 24 anos, em entrevista exclusiva ao CadaMinuto Press fez um balanço de sua gestão à frente da Secretaria, da gestão estadual, da atuação do PSDB nacional e ainda avaliou a recente decisão do governador em não disputar as eleições em 2014.

 Araújo não fugiu às perguntas e foi enfático “o problema do governo foi a comunicação”, acredita que a decisão de Vilela foi acertada e jura que nada sabia até o anúncio oficial na última segunda-feira (06). Afirma que a decisão não foi uma surpresa, analisou o cenário tucano para 2014 e afirmou que o momento é de conversas e composições. Sob a batuta de Teotônio Vilela Filho como comandante da campanha de 2014 em Alagoas, Araújo está otimista quanto ao futuro.

Como avalia sua participação no Executivo estadual, primeiro como ouvidor e agora como secretário de Articulação Social?

Botamos para funcionar e tem resultados muito positivos. Foram 24 eventos do Programa Governo Perto de Você, por meio do qual levamos a um bairro ou a um município todos os órgãos que prestam serviços atenderem à comunidade. São fornecidas identidades, carteiras de trabalho e outros documentos, sem qualquer custo. Mais de 215 mil pessoas foram beneficiadas diretamente, em mais de 30 municípios. Compõem a Secretaria também, a Superintendência dos Movimentos de Articulação dos Sociais e Populares, a Superintendência de Articulação dos Movimentos Comunitários e a Superintendência de Articulação da Juventude. Não é uma secretaria de gerenciamento de crise, mas está sempre presente em momentos tensos.

Como o senhor avalia a gestão de Teotônio Vilela à frente do Executivo estadual?

Ele fez mais por esse estado do que os outros governos juntos. Vou citar alguns exemplos: saneamento básico, ninguém quer investir porque é obra que ninguém vê, não se coloca placa, mas o governador entendeu que não, que é obra social, que lá na frente o estado vai gastar menos com saúde, e assim ele está dobrando o percentual de esgotamento sanitário que encontrou. Quando assumiu era 23% e vai chegar a 60%, mais que dobrar. É, para mim, uma grande obra social do governo dele. Ele está concluindo 50 mil casas populares, claro que é com a ajuda do governo federal, mas é com a contrapartida dele, o estado administra o recurso. Serão quase 50 mil casas que serão entregues até o ano passado. O Canal do Sertão é outra obra de destaque. Quando ele assumiu não havia nada construído, nem um metro. Mas hoje já há 65 km construídos. Só quem conhece o canal entende sua importância. E a obra continua, ele deve deixar construído até o km 125. E se ele conseguir encaixar no PAC, como pretende, poderá deixar pronto até o km 150 dos 250 km. Mais uma, a mais importante: quando assumiu em 2007, Alagoas era o campeão nacional em mortalidade infantil. Ano passado ele foi premiado pelo UNICEF pela maior redução em mortalidade infantil e saiu do último lugar para o 11º. Esta, para mim, é a maior obra social dele. Outro ponto positivo, ele trouxe, através de suas ações, mais de 90 indústrias, médias e grandes. São mais de 100 mil empregos diretos e indiretos. Além do fato de criar empregos, também gera renda para o estado e para as famílias. São mais de 30 novos hotéis, mais de 1.000 km de estradas, novas e totalmente recuperadas. A duplicação da AL 101 Sul foi outra obra que merece ser destacada. Não conheço nenhum governo que tenha trabalhado tanto quanto ele.

 

Leia a entrevista completa na edição do CadaMinuto Press já nas bancas.