Em entrevista exclusiva ao CadaMinuto Press, o vereador por Maceió, Cléber Costa (PT), fala sobre questões envolvendo a Câmara Municipal de Maceió e traça - em sua visão - um diagnóstico da Saúde municipal, que tem sido uma das prioridades da gestão do prefeito Rui Palmeira (PSDB). Costa é da bancada de oposição na Casa de Mário Guimarães, mas mantém - como ele afirma - uma relação independente e institucional. "O que for bom para o município conta com o meu voto, independente da questão PT x PSDB".

 O edil ainda fala sobre eleições. Diz que o Partido dos Trabalhadores deveria ocupar uma postura mais protagonista no processo eleitoral de 2014. Costa é um dos possíveis candidatos do PT a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado, tentando ampliar a bancada que conta hoje com Judson Cabral, Marquinhos Madeira e Ronaldo Medeiros. Apesar de petista, Costa ainda faz críticas as medidas adotadas por Dilma para combater a inflação e ao Mais Médicos.

O senhor é vereador em primeiro mandato. Como o senhor analisa a atuação da Câmara Municipal de Maceió e o trabalho e qual a autoavaliação que faz neste mesmo período?

É o primeiro ano da minha vida parlamentar então eu não tenho nem como comparar com outros. A experiência é única. Eu avaliou que há um grupo novo na Câmara que tem bastante vontade de mostrar que tem opinião própria. Embora, a maioria estando na bancada, conversam comigo e passam algumas preocupações. É um parlamento que dialoga. A gente tem uma turma jovem, inexperiente do ponto de vista político, mas isso é bom, pois também não tem alguns vícios. Espero que não adquiram. É uma turma com vontade de fazer coisas positivas. Eu tenho um bom relacionamento com todos. Deu para fazer o que era para ser feito. A confusão sobre o aumento do duodécimo vivenciada atrapalhou um pouco. Teve algumas rusgas. Eu faço parte da turma que não quer o aumento do duodécimo. Mas no geral foi um parlamento propositivo.

Em relação ao aumento do duodécimo da Câmara. Este ponto que o senhor tocou acabou trazendo de volta também a discussão sobre o aumento do número de vereadores na Casa de Mário Guimarães. Como o senhor tem visto esta situação?

Como disse, faço parte da turma que defende o não aumento do duodécimo. Esta discussão ocorreu no mesmo momento em que se discutiu o número de vereadores da Casa, por conta do processo no Tribunal de Justiça. Trouxe a discussão e ficou parecendo que era uma coisa casada, com um movimento para aumentar o número de vereadores, relacionando uma coisa a outra. Ainda houve a coincidência de parentescos entre envolvidos na questão. Foi um momento atribulado. Eu me posicionei abertamente neste aspecto no campo pessoal. Sou contra o aumento do duodécimo. Sou contra mais vereadores. Se for para aumentar duodécimo, que se aumente recursos para educação, saúde, assistência social e outras áreas. Quanto ao número de edis, os 21 tem sido suficiente e resolvido as questões a contento. Não seria proveitoso para a sociedade o aumento.

O senhor pretende apresentar um projeto que regulamenta o número de vereadores, não é isso?

Sim. Eu ainda não apresentei a emenda porque fui aconselhado para apresentá-la apenas agora em 2014, para que a discussão pudesse se travada de forma melhor. Ela já está pronta. É uma modificação à Lei Orgânica para manter os 21. Precisa de sete assinaturas para tramitar e vou buscar este apoio dos colegas para que tramite o projeto. Além deste, vou apresentar o projeto pelo voto aberto. A gente trabalhou. Fizemos visitas a desembargadores, colocando o nosso entendimento em relação ao número de vereadores. inclusive, não via ações por parte do governo municipal para tentar dialogar o assunto. Com a decisão da Justiça, valeu o bom senso e prevaleceu os 21 vereadores e não os 31 como alguns queriam.