Ao desistir da disputa ao Senado, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) tem pela frente o mesmo caminho- usado na campanha à Prefeitura de Maceió em 2010- que acabou elegendo Rui Palmeira à chefia do Executivo.

Sem candidatos com potencial eleitoral para enfrentar o deputado federal Renan Filho (PMDB)- carregado por Collor e o pai Renan- a proposta é dividir para agregar quem sobrar ao segundo turno.

Quanto mais candidatos ao Governo e ao Senado, melhor para o Palácio República dos Palmares.

Levar a eleição ao segundo turno pode ajudar- e muito- os governistas.

Alexandre Toledo saiu na frente e será lançado pelo PSB, marcando a presença do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em Alagoas.

José Thomáz Nonô vai pelo DEM.

O senador Benedito de Lira segue pelo PP.

O PROS de Carimbão não terá candidato ao Governo. Terá Carimbão para reeleição.

O secretário Luiz Otávio Gomes também está na lista dos 'governáveis'.

Quem mais? 

Ao Senado, Vilela poderia lançar nomes para não oferecer a vitória acachapante a Collor.

Seguindo a linha- quanto mais, melhor.

Marco Fireman é um nome ao Senado (e por que não?). Tem a mostrar as obras da reconstrução contra um Collor também ávido em mostrar suas realizações à frente da Comissão de Infraestrutura.

Ele aceitaria ir ao sacrifício e desistir de uma cadeira na Assembleia Legislativa?

Eis a questão.