É uma situação comum a todo governante.

No Paraná, Beto Richa, governador tucano, atrasou em quatro meses o pagamento de obras e serviços. Faz cortes mas acusa a oposição de querer faturar em cima do problema.

Em São Paulo, Geraldo Alckmin, tucano, enfrenta sua pior crise com o estouro das denúncias de cartel para manipulação de licitação pública, incluindo o pagamento de propina.

E o Governo?

Acusa a oposição de promover o enfraquecimento político do PSDB, que deve chegar ao senador e presidenciável Aécio Neves.

Não é diferente de Dilma Rousseff, petista. A vantagem dela é que a oposição acaba aumentando a popularidade da presidente da República, ao revelar os escândalos, não tão diferentes da era FHC.

No Governo Teotonio Vilela Filho, também a oposição é taxada como responsável pela onda de terror na segurança pública. Na Assembleia Legislativa, nem os deputados da base aliada defendem o Governo.

Nem o secretariado, tão festivo. 

Porque as ruas estão desprotegidas. A morte do PM Ivaldo em Porto de Pedras é mais uma a mostrar a todos nós que as ações do Brasil Mais Seguro precisam ser revistas com todos,incluindo a bancada federal pouco participativa em casos tão extremos como o nosso.

Óbvio sim que a oposição espera o enfraquecimento da era Vilela de olho nas eleições.

Mas será que a pesquisa CNI/Ibope revelando Vilela como o sétimo pior gestor do País não é também um sinal de que há uma diferença entre a voz das ruas e dos gabinetes?.