Ao perceber a pressão, o Governo não assume internamente sua própria responsabilidade (e de quem mais?) do problema.
É assim com os militares. Diz que setores da imprensa incitam o terror, ao mostrarem os casos (diários) de violência em Alagoas.
Não foi diferente do Brasil Mais Seguro. Prevaleceu a versão da "cultura da matança" do alagoano e da imprensa e seu "terrorismo".
Quando o Hospital Geral registrava superlotação, a "culpa" era do alagoano, que não buscava postos de saúde ou outros hospitais na hora do socorro.
E a Santa Mônica? Grávidas pariam no chão porque elas mesmas não queriam buscar outras maternidades, como se o serviço público assim o tivesse.
A judicialização da saúde mostra que o alagoano busca até uma fralda na Defensoria Publica.
Uma posição ridícula.
Ou assustadoramente pragmática.
Enquanto a indefinição domina, secretários distribuem para a imprensa cartões de Natal, comemorando essa nova fase de uma Alagoas pouco conhecida.
O Governo teme um desgaste dos próprios candidatos sob costuras para 2014.
E são muitos para lotarem os cartões de Natal, pagos pelo contribuinte.