O melhor discurso depende da ocasião. 

Primeiro é o da redução, pequena diga-se de passagem, da quantidade de homicídios em Alagoas.

O segundo é responsabilizar a imprensa e a sociedade pela cultura da matança. Como se esta cultura não existisse no restante do Brasil, o país-líder em assassinatos no mundo. 

A tentativa é emplacar a ideia de que o nosso destino é ser violento, autodestrutivo, selvagens. primitivos na terceira terra mais miserável.

Por que o Brasil Mais Seguro acabou sem nem mesmo começar?.

Porque ele é tão ousado que o próprio Governo teme o impacto das ações.

Os pontos mais violentos da capital, por exemplo, deveriam ter câmeras de monitoramento. Algumas estão lá, mas os reforços de equipamentos nos dois IMLs nem chegaram. 

E não era pouco: Duas novas geladeiras, três mesas ginecológicas, cinco maletas para vestígios capilares, um microscópio eletrônico de varredura, tudo isso colocaria o Estado no topo dos mais modernos na perícia. Crimes por aqui não ficariam impunes.  

Aliás, o IML de Maceió funciona no improviso há oitenta anos. E não adianta o velho discurso da herança maldita. São sete anos e quatro secretários de Defesa Social. Seis de Educação e Esportes,  e as escolas em tempo integral, promessa velhíssima, viraram piada de mesa de bar.

O Brasil Mais Seguro previa forças-tarefas nos presídios, para acelerar o julgamento de presos, núcleos de justiça comunitária no Vergel do Lago e Clima Bom. Pistolas, viaturas, furgão, motos, munição, granadas de efeito moral.

Tudo grande demais,se os gestores também fossem grandes na administração pública.