Se depender dos servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o Governo do Estado pode começar o ano de 2014 sem orçamento. Como já havia sido anunciado, os servidores fecharam as portas do prédio e impediram que parlamentares chegassem ao plenário da Casa para votar a Lei Orcamentária Anual (LOA), na tarde desta quarta-feira (18). 

O protesto dos funcionários é devido à falta de pagamento dos salários de dezembro e o décimo terceiro. De acordo com o presidente da Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa (Assala), Eduardo Fernandes, as portas só serão reabertas quando o governo efetuar o repasse da suplementação financeira necessária para que os vencimentos sejam pagos.

Ontem, durante uma reunião entre o governador Teotonio Vilela (PSDB), integrantes da Mesa Diretora interina do Poder Legislativo e os representantes da categoria, o chefe do Executivo disse que irá avaliar o pleito. A expectativa dos servidores e parlamentares é que a resposta - positiva - seja dada até a próxima sexta-feira (20). Fernandes garantiu que, até lá, a Casa continuará de portas fechadas.

O representante da Assala afirmou que a presidente em exercício, Flávia Cavalcante (PMDB), está solidária ao pleito dos servidores e garantiu que só irá colocar o orçamento em votação quando os salários forem pagos. Além da LOA, outros projetos de importância para o Governo do Estado aguardam votação na Casa, entre eles o do Plano Plurianual (PPA) e a alteração em uma lei para que o Estado receba os recursos de um empréstimo contraído junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo (STPLAL), Luciano Vieria, garantiu que a categoria não aceita mais nenhum tipo de acordo. “Enquanto o dinheiro não chegar nas nossas contas não vamos abrir as portas”, afirmou, destacando o prejuízo que a não votação do Orçamento causa para o Estado.

O deputado Ronaldo Medeiros (PT) também se mostrou indignado com a situação e afirmou que “há seis anos que a mesma coisa acontece". "Precisamos de um orçamento completo e não vamos mais aceitar da forma como vem sendo feito. Ou a gente regulariza o orçamento agora ou no próximo ano será do mesmo jeito”, disse, acrescentando que o governo já encaminhou suplementação financeira para outros órgãos.