Em uma entrevista coletiva concedida à imprensa – na manhã de hoje, dia 16 – o senador e presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB), voltou a avaliar a conjuntura política em Alagoas. Calheiros falou das possíveis alianças e do trabalho do PMDB para – segundo ele mesmo – uma chapa na disputa pelo Palácio República dos Palmares.

Nos bastidores políticos se comenta da aproximação entre Calheiros e o atual governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Além disto, o distanciamento entre o PMDB e o senador Fernando Collor de Mello. Collor e Vilela podem rivalizar a disputa pelo Senado Federal.

Uma aproximação entre Vilela e Renan já distancia Collor de uma chapa que reúne a base de Dilma naturalmente. Além disso, há peemedebistas que acham que a união Calheiros e Collor pode ser uma soma de “rejeições”, além de nacionalizar a campanha em função dos dois nomes serem quem são.

Calheiros disse que vem conversando com todas as forças políticas do Estado, inclusive Vilela, mas que não enxerga a possibilidade de aliança. Em relação ao senador Fernando Collor de Mello, ressaltou que seria ideal ter a base da presidente Dilma Rousseff (PT) unida em Alagoas, o que incluiu o PP de Benedito de Lira, o PDT do ex-governador Ronaldo Lessa e o próprio PTB de Collor. O PT neste grupo é algo óbvio.

Sobre o petebista em específico,  o senador Renan Calheiros foi enfático: “eu  acredito que o Collor seria um bom candidato ao Senado Federal. Ele tem tido um bom desempenho nas pesquisas e tem feito um bom trabalho em Brasília. Acho possível a inclusão do PTB nesta chapa. Mas, ainda é muito cedo e tudo pode acontecer”.

Quando o assunto foi a aproximação com o governador Teotonio Vilela Filho, Renan Calheiros respondeu: “não temos expectativa de aliança com Teotonio Vilela. Eu tenho ajudado Alagoas no Senado Federal. Eu sempre trabalhei pelo interesse do Estado”. O peemedebista citou o caso do estaleiro em relação à licença ambiental e recursos para viabilização de obras, como a futura – segundo Renan Calheiros – duplicação da AL-101 Norte.

De acordo com o presidente do Senado, diálogos estão existindo sempre, mas é cedo para qualquer decisão. ”Tenho conversado com o senador Benedito de lira, com Collor. Eu gostaria que aliança fosse a mais ampla possível. Não para definir ainda. Se o governador Teotonio Vilela Filho for candidato ao Senado Federal, o cenário é um. Se não for, o cenário é outro. Com Vilela, não tem havia diálogo em relação à candidatura, mas sim em relação ao Estado de Alagoas”.

Assim como fez durante o encontro com lideranças comunitárias, Renan Calheiros frisou que o PMDB reivindica a condição de apresentar o nome ao governo do Estado. Segundo o senador, ainda indefinido. As maiores possibilidades – conforme bastidores – são as candidaturas de Calheiros e do deputado federal Renan Filho (PMDB).

Todavia, durante entrevista, o peemedebista colocou na lista de pré-candidatos do PMDB ao governo os nomes do ex-vice-governador José Wanderley e do ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa. Inclusive, Renan Calheiros citou Barbosa como possível candidato ao Senado Federal, caso não haja composição. “Mas, o PMDB abre mão de ter o senador na chapa em função de uma composição que una a base da presidente em Alagoas. Não há problema quanto a isto”.

“É natural a aliança com o PT. Colaborei nestes anos no Congresso Nacional. Como presidente do Senado e como líder do PMDB. Quanto ao PDT, apoiei o partido nas últimas disputas majoritárias. Espero a reciprocidade”, colocou ainda. Indagado sobre um possível apoio do governador Teotonio Vilela Filho, o senador declarou: “a gente escolhe quem a gente vota, mas não quem apoia e vota na gente”.

Renan Calheiros disse não ter pressa para definir se é candidato ao governo ou não. Falou de esperar o rumo dos acontecimentos e a definição do cenário. “A política, assim como a vida, tem um calendário natural. Se o povo quiser minha candidatura, serei candidato. Mas, teremos que saber se é o melhor para Alagoas. O PMDB hoje trabalha em ter um plano de governo”, falou Calheiros.  

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