O cenário político para 2014 começa a tomar forma em Alagoas. O PMDB já iniciou os diálogos com os partidos aliados para lançar seus candidatos para as eleições do próximo ano. Em um café da manhã com a imprensa nesta segunda-feira (16), o senador Renan Calheiros anunciou os pré-candidatos do partido para as eleições majoritárias do Estado.

O partido pretende seguir a mesma linha do diretório nacional e fazer alianças com PT, PDT, PTB e outros partidos da base governista. Calheiros falou em nome do PMDB e destacou que a intenção é encabeçar o nome de um candidato para disputar as eleições para o governo de Alagoas. Entre as possibilidades estão o deputado federal Renan Filho, o médico e ex-vice governador José Wanderley e o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa.

Questionado sobre uma possível candidatura majoritária, Renan não descartou a possibilidade, mas afirmou que tudo vai depender das alianças seladas e do apelo popular.

“Aqui nesta mesa temos nomes que estão aptos a disputar qualquer cargo nas eleições de 2014. Eu estou à disposição do partido, mas ainda é cedo para afirmar quem será o candidato. Nossa intenção é selar alianças e delas partir a decisão do nome para o candidato. Se a aliança não significar a amplitude nacional, o PMDB deverá indicar candidatos para outros cargos”, disse.

O senador ainda fez uma análise sobre possíveis alianças com partidos da oposição, a exemplo do PSDB do governador Teotonio Vilela e o senador Fernando Collor (PTB). Renan classificou o cenário alagoano para a disputa ao governo do Estado como “imprevisível”.

“O Collor é um bom candidato ao Senado, ele tem bom desempenho nas pesquisas e tem desempenhado um bom trabalho. Seria uma possível aliança incluir o PTB, que já figura dentro do bloco nacional. Quanto a candidatos para o governo de Alagoas, talvez José Thomaz Nonô se lance ao governo e Vilela concorra ao Senado. Mas só Deus sabe o que pode acontecer”, pontuou.

Ano produtivo no Senado

O presidente do Senado também destacou as ações realizadas na Casa e fez uma análise positiva do ano. Renan destacou que as manifestações populares ocorridas em junho em todo o país foram importantes para a política nacional e acelerou o julgamento de vários projetos no Senado.

“Nós votamos 50 matérias importantes depois das manifestações. O Senado ainda revisou o Código de Processo Civil e a Lei da Arbitragem. Do ponto de vista administrativo, fizemos mudanças e acabamos com alguns privilégios. Conseguimos reduzir os gastos. Estamos fazendo a lição de casa”, defendeu.

Calheiros afirmou ainda que apesar da instabilidade econômica que o Brasil enfrentou este ano, em outros aspectos o Senado contribuiu para a melhora do país.