Nos próximos dias, algumas reuniões devem definir o que será feito a respeito da distribuição de água por carros pipa em 40 cidades do interior de Alagoas. Durante coletiva nesta sexta-feira (13), o governador em exercício José Thomas Nonô reconheceu algumas limitações para enfrentar a seca e a situação do abastecimento de água e disse que o governo vai trabalhar com critérios.

Na semana passada, a juíza Isabelle Coutinho, da 3ª Vara de Palmeira dos Índios decidiu suspender o abastecimento de água por carros pipa nos municípios de Estrela de Alagoas e Palmeira dos Índios. Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária por meio da Vigilância Sanitária Estadual decidiu suspender a entrega de água feita por 239 caminhões. Os veículos só poderão voltar a circular após apresentarem a nota fiscal do tanque.

Durante a coletiva, Nonô afirmou que o governo vai tomar providências, mas adiantou que há limitações no processo. O governo ainda aguarda a liberação de R$ 5 milhões do Governo Federal para o combate à estiagem. “Teremos que nos virar com o que temos. O correto seria transportar a água em tanques de inox, mas isso está fora do nosso alcance agora”, disse.

Ainda hoje ele irá se reunir com o comandante do Exército em Alagoas e outras autoridades para definir um plano emergencial para agilizar a distribuição de água no interior.

Entenda o caso

A decisão da juíza Coutinho Dantas, da 3ª Vara da Comarca de Palmeira dos Índios foi tomada após o Ministério Público Estadual oferecer denúncia apontado possíveis irregularidades no fornecimento de água das duas cidades.

Ela determinou à Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) e aos municípios de Palmeira dos Índios e Estrela de Alagoas que, num prazo máximo de 48 horas, divulgassem, através dos veículos de comunicação do estado e municípios envolvidos, que a água fornecida para a população dessas cidades está imprópria para consumo humano e quais são os cuidados que os usuários precisam ter para não adquirirem Doenças Diarréicas Agudas (DDA).

O MPE instaurou Inquérito Civil para apurar as responsabilidades e adotar as providências cabíveis quanto ao surto de DDA ocorrido nos municípios, após ter tomado conhecimento de que a causa principal seria a baixa ou má qualidade da água consumida pela população, em virtude da presença de Coliformes Totais e Escherichia coli, além de turbidez e ausência de cloro residual livre.