Durante um encontro com lideranças comunitárias, ocorrido na manhã de hoje, dia 13, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), voltou a falar sobre o cenário político para o ano de 2014.

 

Calheiros avaliou que chegou a hora do PMDB comandar o Palácio República dos Palmares. Em outras palavras, deixou claro que nas composições possíveis envolvendo o partido, são os peemedebistas que indicarão a cabeça da chapa, ainda que esta aglutine a base da presidente Dilma Rousseff (PT) em Alagoas.

 

Renan Calheiros foi enfático em entrevista à Rádio CBN: “é a hora e a vez do PMDB. O PMDB terá candidato a governo do Estado de Alagoas. Só não está definido ainda quem será o candidato e todo já sabem disto”.

 

O senador peemedebista – que é um dos que comandam o xadrez político no Estado – ainda falou de composições. Disse que espera contar com os partidos da base aliada e os citou em declaração: “o PMDB espera ter nesta aliança o PDT, o PT, o PCdoB, o PTB” dentre outros.

 

Nos bastidores, se comenta um afastamento entre Renan Calheiros e o senador Fernando Collor de Mello (PTB). Alguns peemedebistas avaliam que Calheiros e Collor no mesmo palanque é uma soma de rejeição que poderia prejudicar a campanha. Além disso, “nacionalizaria” o embate local em virtude de quem são estas figuras políticas nacionalmente.

 

Todavia, nas declarações de Calheiros lá estava o partido de Collor. Ele não foi citado nominalmente, mas sua legenda foi lembrada como fazendo parte do bloco. A citação surge no exato momento em que a imprensa local ventila uma possível reaproximação entre Renan Calheiros e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que visa disputar o Senado Federal em um possível embate com o petebista.

 

Collor distante do chapão pode querer se lançar candidato ao governo. Renan Calheiros sabe que precisa conduzir o processo sem deixar arestas.  Lembrar do PTB não é por acaso.

 

Entre palacianos, as informações de reaproximação entre Vilela e Renan Calheiros são comemoradas. Nem tanto pela possibilidade de aliança em si, mas por conta das notícias abrirem a possibilidade de Collor virar sua artilharia para outro lado. O petebista tem sido um dos principais críticos do governo do Estado e de Vilela. Vale lembrar do capítulo da “guerra das notas”.

 

Renan Calheiros – em suas falas – também falou de outros aliados. Elogiou bastante o ex-prefeito Cícero Almeida (PRTB) e o pedetista e ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). Calheiros mostra que além de exímio enxadrista também pode ter dotes culinários: fazer um omelete sem quebrar os ovos. 

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