Um dos cartões postais de Maceió são as belas praias com águas cálidas e transparentes. Como se na bastasse só isso as piscinas naturais são uma atração à parte.  Porém é no período de verão que o fluxo de visitantes aumenta e consequentemente o risco de agressão ao meio ambiente. Com o objetivo de promover ações de educação ambiental o  Instituto do Meio Ambiente (IMA) intensifica, a partir de domingo (15) o monitoramento e a fiscalização da costa  alagoana com a realização do projeto Conduta Consciente em Ambientes Recifais na piscina natural da Pajuçara. 

Técnicos do setor de Gerenciamento Costeiro (Gerco) do IMA  deverão abordar os usuários e dar orientações sobre locais corretos para atracação de embarcações e atitudes que devem ser evitadas, como não jogar lixo no mar, não quebrar e nem arrancar os recifes de corais, não alimentar os peixes e não retirar conchas e outras espécies de organismos marinhos como souvenir.

A primeira visita à piscina natural da Pajuçara acontece no domingo (15), mas a atividade será repetida nos dias 04, 08, 18 e 31 de janeiro, assim como no dia primeiro de fevereiro. “No início do verão intensificamos o Conduta Consciente por causa do aumento de visitantes, nossa perspectiva é sensibilizar turistas e moradores para minimizar impactos”, disse Ricardo César, diretor técnico do IMA.

 Outras atividades, na costa alagoana, incluem o aumento da fiscalização e monitoramento e a finalização da sinalização do corredor de navegação entre o extremo norte de Maceió e os municípios de Paripueira e Barra de Santo Antônio.

 A fiscalização já começou e, no final de novembro, a equipe do IMA apreendeu mais de 600 espécies diferentes de organismos marinhos, como conchas, corais, ouriços, entre outros, em uma pousada localizada no litoral norte do estado. “É importante que empresários, moradores da região litorânea e turistas evitem capturar, comprar ou comercializar esses organismos, porque isso caracteriza crime ambiental”, comentou Adriano Augusto, diretor-presidente do IMA.