Diante de casos policiais de grande repercussão, assistentes sociais, geralmente, são alvo de crítica de grande parte da população. Alguns questionam o posicionamento da Secretaria de Direitos Humanos na defesa dos acusados de crime, outros a falta de assistência da Secretaria à família da vítima.
No Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado nesta terça-feira (10), A superintendente da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direito Humanos, Kátia Born, falou sobre a data para uma rádio local.
Para a secretária, a data é motivo de comemoração. Dentre os avanços, Born destaca a criação do conselho de igualdade racial, a política nacional de ampliação de cotas, a lei Maria da Penha, leis de combate à tortura, de proteção para homossexuais e para pessoas com deficiência.
Sobre a polêmica envolvendo a detenção de acusados de crime, Born diz que ninguém deve ser maltratado. “Não é porque alguém foi preso que deve ser torturado. A constituição assegura que quem cometeu um crime responda criminalmente pelos seus atos, no entanto, nada justifica que o outro seja maltratado. É preciso resgatar o jovem e tentar reabilitar o detento”, destacou, relembrando dados do Conselho Nacional de Justiça que constatou que muitos presos estão detidos sem terem sido julgados há anos.
Sobre os linchamentos, Born diz que as pessoas costumam agir pela emoção. “É preciso deixar claro que a Secretaria dos Direitos Humanos não defende criminosos. O que a secretaria defende é que ninguém sofra tortura. Eu entendo que a revolta e a raiva faz com que muitos ajam pela emoção, e não pela razão, mas ninguém deve pôr em risco a vida do outro. As pessoas têm que respeitar os direitos humanos”, ressaltou.
