O deputado Paulão (PT/AL) destacou, nesta segunda-feira (9), em discurso no plenário da Câmara, a importância do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o desenvolvimento do país e principalmente do Estado de Alagoas. Disse que ao contrário de planos estratégicos do passado, o PAC, que está em sua segunda fase de execução, se caracteriza por ser inclusivo, abrangendo todas as regiões e todos os estratos sociais, o que tem interferido positivamente na realidade nacional.

“Em seu 8º balanço com execução global até 31 de agosto de 2013, o PAC atingiu R$ 665 bilhões em investimentos em infraestrutura logística, social e urbana, o que representa 67,2% do previsto para o período 2011-2014” no Brasil, afirmou Paulão, ressaltando que foram concluídas ações no valor de R$488,1 bilhões, o que corresponde a 69% das ações a serem concluídas até 2014, valor 25,6% superior ao balanço anterior.

Conforme o parlamentar, existem ações previstas para todos os 102 municípios e somente na área de recursos hídricos são R$2,6 bilhões em investimentos, sendo que no  Canal do Sertão Alagoano serão investidos R$1,94 bilhão. Uma das obras do PAC mais  aguardadas é a duplicação da BR-101, na divisa entre Alagoas e Sergipe, que já conta quase metade de execução física, além de outros empreendimentos como a construção de módulos de processamento de óleo e tratamento de água para seis plataformas do pré-sal no litoral alagoano, um investimento de R$894 milhões para o desenvolvimento da indústria petrolífera local.

Ele destacou que, conforme dados do Ministério Planejamento, Alagoas cresceu 34% nos últimos 10 anos, o que revela um movimento de redução de desigualdades sociais e regionais e que estão programados para o Estado investimentos que totalizam cerca de R$9,8 bilhões no período 2011/2014, distribuídos para ações de transportes, de energia e dos Programas “Comunidade Cidadã”, “Minha Casa Minha Vida” e “Água e Luz para Todos”.

Mais agilidade _ Apesar de manifestar seu otimismo com o programa, o parlamentar aproveitou para fazer um apelo à presidente Dilma Rousseff, no sentido de agilizar as obras no Estado. “O PAC 2 precisa de uma dose extra de aceleração, pois em comparação com outros estados nordestinos, Alagoas está com o menor percentual de projetos concluídos. De um total de 760 empreendimentos catalogados para o território alagoano até 31 de agosto deste ano, apenas 36 estavam concluídos, o que nos confere um índice de cerca de 5% de projetos finalizados, bem inferior à média nacional, visto que a execução global do PAC 2 atingiu 67,2%, até a referida data”, observou Paulão.

O deputado do PT citou como algumas das obras já concluídas pelo programa em Alagoas  o esgotamento sanitário nos municípios de Batalha, Santana do Ipanema e Igreja Nova; o abastecimento de água em Dois Riachos e em áreas indígenas de Joaquim Gomes;  a ampliação do sistema de abastecimento de água para diversos bairros de Maceió e para o município de Palmeira dos Índios; e obras de manutenção, sinalização e controle de velocidade em rodovias do Estado.

 Outra obra entregue à população, de acordo com pronunciamento do deputado, foi a Ben Bioenergia, usina de cogeração de energia elétrica através de biomassa, localizada no município de Teotônio Vilela, assim como a urbanização em assentamentos precários em Coruripe, Penedo, Igaci e Boca da Mata.

Educação e violência - No final de seu discurso, Paulão criticou o governo de Alagoas  pelos resultados negativos  na educação pública,  já que o Estado obteve o pior desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) nas três áreas analisadas: matemática, ciências e leitura. Ele também condenou  o crescimento da violência em Alagoas  e sustentou que o PSDB e DEM, que governam Alagoas, não têm compromisso social. Para Paulão, o Estado só conquistou alguns avanços nos últimos anos graças a programas do governo federal, a exemplo do PAC. “O que ocorre em Alagoas é falta de gestão, lentidão e incompetência. A violência que antes era apenas na periferia e na zona rural hoje está generalizada. Enquanto isso, o governo estadual faz gastos  vultosos com as viagens aéreas do governador e deixa de combater de fato a questão da violência ”, alfinetou.